A minha estreia como Carapau (em part-time) é feita com a crítica de um “canito”. Não, não vamos falar do (para mim, maravilhoso) mundo canino. A expressão “canito”, que foi imediatamente adoptada por mim, AC, e após esta incursão, pelo AV e pela AA para nos referirmos a restaurantes de comida japonesa com buffet livre, nasceu no seio do meu ambiente profissional, quando um colega meu disse que queria ir a um restaurante japonês “all-you-can-eat” (tradução directa: tudo o que conseguir comer) mas que, dito de forma rápida soou mais a “ó-lu-canit”. Outro colega perguntou o que era isso do “não-sei-quê-canito”, o que claro está, proporcionou várias gargalhadas, e desde então, “canito” é sinónimo de japonês com menu livre.

Entrámos no Musaxi II, após conseguirmos estacionamento mesmo à porta, em lugares com parquímetro mas que por já passar das 20h não pagámos. Existem alguns em frente, e fora isso o estacionamento é feito “onde der” pois a zona da Areosa nunca foi local fácil para aparcar.

Musaxi II | O interior

O interior

O Musaxi II é um restaurante japonês, localizado na Areosa, Porto – daí  o “canito” da Areosa – com serviço de menu livre (ao almoço custa 9,50€ e ao jantar 12,90€. Bebidas, cafés e sobremesas não incluídos) e de take away. Nesta última opção, os preços passam pelos 6,5€ por uma caixa, 13,00€ por duas, e 18,00€ por três. A sala tem um tamanho generoso, com capacidade para cerca de 60-70 pessoas, mas a decoração não nos conseguiu surpreender. Eventualmente, o único elemento decorativo que conseguiu arrebatar alguns comentários, foi o aquário situado logo à entrada que continha um pobre peixinho dourado cujo estado, felizmente, contradisse as nossas previsões de “parece estar morto”…

De um modo geral, e na nossa sempre humilde opinião, o Musaxi II é razoável, pesando a favor a limpeza, a sala espaçosa, a relação preço/qualidade e a (razoável) simpatia dos empregados. O que mais nos desagradou foi a demora na entrega, justificada pela prioridade que os pedidos de take away obtinham na cozinha face aos pedidos das mesas. O menu tem alguma variedade mas sempre dentro do curto intervalo [salmão, atum, robalo, eventual peixe manteiga], sendo que algumas (e não eram poucas, bastantes até…) peças podiam passar directamente para a categoria “sobremesa” por serem constituídas apenas por fruta. É um “toma lá morangos!” para quem gosta mas é de “olhó peixinhooooo fresquinhoooooo e variadooooo”!

A nossa escolha incluiu como entradas: pão frito com sementes de sésamo, gambas com bacon, crepes e espetadas de gambas e cogumelos. Não foram alvo de grandes elogios mas críticas negativas fortes também não as houve. As gambas com bacon e o pão frito foram, se não me falha a memória, os que conseguiram interromper a nossa amena cavaqueira para um: “olha, tira daqui, está muito bom!” ou “hum, gosto muito deste pão!”.

Musaxi II | O sushi

O sushi

Para saciar os 6 amantes de sushi, AC, AV, AA, RC, DB e RV, pedimos: sushi variado, servido nos sempre engraçados barquinhos de madeira ou em prato, e sashimi. Novamente não houve elogios à boca cheia, mas houve algumas peças que encheram, para além da boca, uma parte da alma.

Houve também lugar a outros pratos como frango com molho teryaki e sementes de sésamo, e teppan de frango e de vaca com cogumelos. O primeiro prato de frango não primava pelo aspecto, mas o sabor conseguiu contrariar. O segundo franguito estava um pouco seco, mas os finos pedidos pelos AV, AA e RB, bem como o vinho que a DB ingeriu e os refrigerantes da RV e o chá verde da AC, lá iam empurrando o alimento.

Entre o sushi e os franguitos, e penso que provocado pela espera entre o serviço após cada renovação de pedidos, surgia sempre uma questão: “eles já trouxeram tudo o que pedimos?!”, à qual a empregada respondia que sim…mas a dúvida permaneceu…

Finalmente, a conta (20€ por Carapau), inflaccionada pelos líquidos ingeridos durante o forçosamente longo repasto. Caso seja uma característica constante do restaurante, sugerimos levarem sempre uma excelente companhia, como era o caso desta incursão, para preencherem o tempo com uma boa conversa e gargalhadas.

Roubando a expressão a um conhecido humorista português da actualidade, que já faz parte do meu leque de ditos…desfrutem, tá bom?

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Ana Valente

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