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Home Sweet Sushi | Comida Japonesa | Porto | Carapaus de Comida

Foi por intermédio da Zomato que, volta e meia, mima este Cardume com uns magníficos vales para refeições em restaurantes-parceiros, fomos conhecer o Home Sweet Sushi, estaminé já instalado em Lisboa e muito recentemente chegado à Invicta, especialista em sushi (em regime de take away). De todo o modo, sem pretendermos soar, de todo, a ingratos, a verdade é que, mesmo sem a Zomato, teríamos experimentado o serviço do Home Sweet Sushi mais dia menos dia, seja porque não resistimos a novidades, seja porque adoramos sushi, seja (finalmente) porque este estaminé escolheu uma localização que jamais nos seria indiferente.

E, a este respeito, permitam-me desde já que rejubile com o sítio escolhido pelo Home Sweet Sushi para se instalar, mesmo ali à babujinha da Rotunda de Francos e do Estádio do Bessa: passo por ali em, pelo menos, metade dos meus dias, porque fica num dos caminhos que uso para ir de casa para o trabalho (e, sobretudo, no sentido inverso), pelo que se me afigura como local que visitarei amiúde, nos dias em que me apeteça enfardar os rolinhos de inspiração japonesa.

Mas e, ó Carapaua AA, onde é que enfias os estaminés matosinhenses onde ias até agora (é espreitar aqui ou aqui, só para aludir aos mais procurados por mim), em busca de sushi mais ou menos bom e estupidamente barato? – perguntam bosselências, com pertinência. E eu respondo, que não sou de me acanhar com interrogações inteligentes: mantenho-os no mesmo sítio e recorrer-lhes-ei quando me apetecer sushi de qualidade bastante aprazível mas sem grandes pretensões, e não pretender gastar mais do que uma nota de dez euros. Já quando quiser umas peças mais elaboradas e pagar um nadinha mais por menos quantidade (porque, por vezes, privilegio a qualidade), irei ao Home Sweet Sushi.

Na verdade, para além da localização (já referida), do horário simpático (abrir às 17h e fechar às 22h permite-me lanchar ajantaradamente sushi, naqueles dias em que saio às cinco, sem ter de esperar, avidamente, pelas 19h – hora a que a concorrência abre), o que o Home Sweet Sushi tem de vantajoso é mesmo a qualidade: o peixe usado é fresquíssimo e mais diversificado (em 18 peças, encontrei salmão, atum e o que me pareceu robalo), as peças são mais originais e generosas em termos de recheio, a apresentação é mais cuidada e aprazível e o sashimi tem um tamanho que se apresenta.

Por outro lado, e aqui reside a grande novidade, para além da simpática equipa que atende ao público e dos sushi-men (que ali estão, na salinha onde somos recebidos, com um balcão à esquerda e a registadora ao fundo), há uma outra, de estafetas, preparados para fazer entregas gratuitas (na cidade e arredores) – e isto é altamente atraente, já que, nesta matéria e, sobretudo, neste segmento de preços, esta nova chafarica quase não tem concorrência no Porto.

Há, no entanto, uma grande vantagem na deslocação ao restaurante (que não tem lugares sentados nem está preparado para servir no local, porque não é esse o conceito em que se inserem): com uma compra, eles oferecem dez peças de sushi quente, que é muitíssimo bem amanhado. De resto, esta é a única exceção o que o meu purismo (pouco consistente) permite, pelo que foi de nariz torcido que vi as peças portadoras de morangos, já que dispenso sempre estas frutinhas quando se trata de comida japonesa – permito-me, inclusivamente, a sugestão de virem a pensar num menu para os que desprezam com vigor estas modernices ocidentais, mantendo obviamente o que atualmente praticam, para quem as aprecia.

Cumpre-nos ainda dar conta de que o molho de soja vem muitíssimo bem acondicionado, em frasquinhos de plástico e que cada menu individual traz 18 peças de sushi e sashimi (deste último, naquele dia, apenas duas, mas de tamanho anormalmente generoso, pelo que valem por quatro). Porque conversámos sobre o assunto com a gerência, é de referir ainda que os menus são iguais entre si (o que não me parece, de todo, desvantajoso) e, finalmente, uma outra realidade, para lá de boa: na compra de quatro ou mais menus, o preço de cada um desce para 10€ (menos 3€ por menu), o que convida imensamente aos jantares de amigos.

Vai daí? O Home Sweet Sushi está de parabéns por ter vindo para a Invicta, já que promete (e cumpre!) bons apetites para os maluquinhos do arroz-colante.

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Home Sweet Sushi | Porto

Morada: Rua François Guichard, 3
Localidade: Porto

Telefone: 220 971 253
Horário: Seg a Qui – 12h30 às 14h30 e 19h00 Às 22h00 | Sex a Dom – 12h30 às 14h30 e 19h00 às 22h30
Aceitam reservas? Sim

No Zomato
Home Sweet Sushi Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato
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Domino - Tasca Japonesa | Matosinhos | Carapaus de Comida

Há já muito tempo que esta incursão estava pensada: fartava-me ver, tanto no Facebook como na Zomato, fortíssimos elogios a esta “tasca japonesa” pensada por uma portuguesa e sita em plena zona dos restaurantes, em Matosinhos (numa ruela que liga a Serpa Pinto à Heróis de França, já lá em baixo, perto do porto). Na verdade, e sobretudo para quem anda nestas lidas da comida e da bebida há já algum tempo, por sistema, tem sido muito difícil encontrar restaurantes que sirvam bom sushi a um preço não disparatado, pelo que foi sem grandes expectativas e muita vontade de ser positivamente surpreendida que desafiei a CP para lá irmos fazer um dos nossos almoços-mais-ou-menos-mensais.

Marcámos a coisa para as 13h30 de uma quinta-feira e, apesar da hora mais tardia, não me foi fácil arranjar estacionamento: tive de dar umas voltas e estacionar a uns duzentos metros, o que foi bestial porque o dia estava bom e o sol quentinho. Mas à noite não será tão complicado, por exemplo, para além de que a estação de metro de Brito Capelo não fica longe.

O espaço, que quase me passou despercebido mesmo passando-lhe à porta, é pequenote mas simpático, embora (ainda) pouco característico; em conversa com a proprietária, percebi que há planos para o personalizar a curto prazo mas, de todo o modo, tenho de destacar o bonito chão de madeira, o verde-alface das casas de banho, os frasquinhos em que é servido o molho de soja e os dominós presentes em todas as mesas (o que me fez lembrar do meu avô paterno, com quem eu e o meu irmão jogávamos horas a fio, em miúdos). Creio que com mais uns toquezinhos, o espaço ficará ainda mais acolhedor, destacando-se numa rua fria e pouco atraente.

Fomos recebidas e conduzidas à mesa que havíamos reservado (é algo que aconselhamos, sempre que possível, seja qual for o estaminé em questão) e, já sentadas, rapidamente seleccionámos um dos três menus de almoço à disposição da freguesia:  o Menu 1 oferece, por 10,90€, sopa Miso, 12 peças de sushi/sashimi, bebida e café; o Menu 2 (a nossa opção, por 12,50€) tem como entradas dois mini-crepes de legumes, sunomono (salada de pepino e sementes de sésamo, temperada com vinagre japonês), 16 fatias de sushi/sashimi e, claro, a bebida e o café; o Menu 3 só se diferencia do anterior porque permite escolher entre a sopa e os crepes e oferece um Temaki em vez da sunomono – tudo o mais é igual menos o preço, que se atira para os 15,50€. Claro que, para além disto, há a carta, com carradas de opções (basta que verifiquem a nossa galeria de fotografias).

Enquanto nos deliciávamos com as entradas, sobretudo com a saladinha de pepino, que eu adoro e que a CP passou a adorar, íamos abrindo caminho para o prato principal: gosto sempre desta coisa de ser agraciada por uma selecção-surpresa do sushi-man (rapaz novo e simpático, que estava ali mesmo, atrás do balcão) e de não fazer ideia do que me vai calhar em sorte – claro que nem sempre corre bem mas, desta vez (como de tantas outras, nos restaurantes de que mais gostamos), fomos não só surpreendidas como muitíssimo agradadas.

Tirando dois makis vegetarianos, que nunca aprecio particularmente mas que, por acaso, até estavam gostosos (a qualidade do arroz e da alga usada também é determinante) mas nunca me encantam, todas as peças estavam uma absoluta delícia e algumas delas (nomeadamente as que tinham a petinga a encimá-las) eram mesmo originais, o que vai sendo cada vez mais raro. Também me agradou o sashimi: o salmão era fresquíssimo e a dourada (ou seria robalo?) uma mais-valia para quem está cansado de atum, raramente de qualidade, nas chafaricas de preços similares que nos têm sido dadas a conhecer. De resto, tudo aqui aponta para valores bem mais altos, se atentarmos nas coisas boas que nos são servidas – e não, não estamos a querer dar ideias à gerência nem estragar o que é bom e tem bom preço, mas em termos comparativos a verdade é esta.

E foi com esta impressão positiva que, ainda que abandonada pela CP na empreitada (tudo por amor aos Carapaus, que eu nem gosto de doces nem nada), decidi pedir uma sobremesa. Lembrava-me vagamente do que tinha lido na carta, antes da refeição mas, ainda assim, decidi pedir conselho à Ana, a simpática proprietária, que me indicou a Cúpula de Chocolate como sendo um dos ex libris da casa, criado por si (e cujo conceito inevitavelmente me remeteu para a célebre sobremesa do The Ivy, em Chelsea, Londres, embora com ingredientes diferentes e a uma fracção do preço disparatado que por lá se pratica). Trata-se de uma bola de chocolate belga rígida (como se fosse um ovo Kinder), com gelado de baunilha por dentro, que é derretida quando se lhe despeja o mesmo (magnífico) chocolate derretido por cima. A coisa torna-se numa espécie de “sopa” de baunilha e chocolate, rodeada por fatias de morangos. Custa 6€, o que não é propriamente barato, sobretudo naquele contexto, mas valeu cada cêntimo, abençoada.

E foi assim que, por 12,50€ (a CP) e 18,50€ (aqui a glutona), descobrimos mais uma chafarica que serve comida japonesa de qualidade e a preços justos e adequados ao bolso de uma classe média depauperada (a que pertencemos) – o que vai sendo cada vez mais raro e, por isso, merece todo o nosso agradecimento e aplauso. Voltaremos, por certo.

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Dominó Tasca Japonesa | Matosinhos

Morada: Rua do Conde de São Salvador, 30
Localidade: Matosinhos

Telefone: 229 371 520 | 913 863 593
Horário: Seg, Qua e Qui – 12h00 às 15h00 e 19h30 às 23h00 | Sex e Sáb – 12h00 às 15h00 e 19h30 às 24h00 | Dom – 19h30 às 23h
Aceitam reservas? Sim

No Zomato
Dominó - Tasca Japonesa Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato
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Há já muito tempo que esta re-incursão no Ichiban estava para acontecer:  a minha primeira ida a este estaminé não correra tão bem como estava à espera mas desde logo ficara decidido que não me quedaria por uma primeira impressão menos boa sobre aquele de que se dizia ser o melhor restaurante japonês do Porto (o que não é assim tão difícil porque verdadeiramente japoneses há muito poucos, embora mais agora, quinze meses volvidos). E permitam-me que vos dê conta, brevemente, dessa primeira experiência, para que possam perceber como a segunda me agradou duplamente, não apenas pelo que comi. (Só me lembro dela tão vividamente porque a registei por escrito, como é óbvio; de outro modo, não me atreveria a aludir-lhe, que as memórias podem ser enganadoras.) Read more

A ideia de experimentar este relativamente recente restaurante de sushi havia surgido há já algum tempo mas, entretanto, outros se lhe sobrepuseram e só muito recentemente acordámos em ir experimentar o que havia neste espaço, numa perpendicular à Brito Capelo, em Matosinhos – onde, espantem-se, cerca das 20h a um dia de semana é facílimo estacionar mesmo à porta (e só por isso já havia pontos a favor, mesmo antes de ter pisado o chão do Bushido). Read more

Lembro-me da primeira vez que comi sushi, em Marbella lá para 2003. Longe de imaginar que era uma trend, também não foi a curiosidade por sabores exóticos que me levou lá; o único restaurante Japonês que identificava abrira no Arrábida Shopping e nunca me tinha ocorrido lá entrar, desinteressada que era em estimular o palato. A motivação foi a temperatura estar demasiado boa para ser desperdiçada entre paredes e foram as floreiras… Recordo-me disto e que a comida foi, pela primeira vez e abrindo um precedente histórico – assinalável! Um romance começaria ali de forma espontânea,  trazendo-nos hoje até aqui. Hoje, comida Japonesa conota na minha cabeça com método e rigor, e uma trabalheira louca a fazer o que parece model cooking, versus o que na minha boca se pode chamar de baba descontrolada – sinto-me quase a desconsiderar os sushiman e a sua obra, e se reconheces esta impressão, vais gostar do Bonsai. Read more

Desta feita, desafiei-as para irmos conhecer um novo restaurante de sushi, o que calhava lindamente, porque todas tínhamos um dia cheio e cansativo, no passado domingo: vai daí, e depois de mesa marcada com cerca de uma semana de antecedência (creio que não será preciso ser-se tão zeloso como esta vossa criada, mas a marcação é muitíssimo aconselhável), rumámos ao Two:su.shi (como os próprios gostam de grafar), na Rua da Picaria que, ao domingo, serve festival de sushi – e o que nós gostamos da possibilidade de repetir até ficarmos saciadas não tem mesura. Read more

Musaxi II | Sushi Porto (Areosa) | Carapaus de Comida

A minha estreia como Carapau (em part-time) é feita com a crítica de um “canito”. Não, não vamos falar do (para mim, maravilhoso) mundo canino. A expressão “canito”, que foi imediatamente adoptada por mim, AC, e após esta incursão, pelo AV e pela AA para nos referirmos a restaurantes de comida japonesa com buffet livre, nasceu no seio do meu ambiente profissional, quando um colega meu disse que queria ir a um restaurante japonês “all-you-can-eat” (tradução directa: tudo o que conseguir comer) mas que, dito de forma rápida soou mais a “ó-lu-canit”. Outro colega perguntou o que era isso do “não-sei-quê-canito”, o que claro está, proporcionou várias gargalhadas, e desde então, “canito” é sinónimo de japonês com menu livre. Read more

Temaki D'Lux | Sushi Porto | Carapaus de Comida

“E se dedicássemos Abril à gastronomia internacional?” — a sugestão em forma de pergunta era excelente. Todos os Carapaus acederam e foi assim que decidimos que a primeira incursão internacional seria a um restaurante japonês e que apanharíamos uma barrigada de sushi. Read more