Moules & Jugs | Peixe e Marisco | Porto

Peixe e Marisco

Moules & Jugs | Porto

12 Ago , 2016   Galeria

Há já algum tempo que estávamos para fazer uma visita a este Moules & Jugs, não só porque a ideia de comer mexilhões-à-belga/francesa é sempre simpática, mas também porque o Moules (vamos ficar pelo primeiro nome, que já somos íntimos) está como uma promoção simpática até ao final do Verão: 50% de desconto ao almoço, como é anunciado à porta ou no Facebook da malta – onde somos advertidos para o facto de que, caso não mencionemos este desconto, ele não será feito.

E podemos começar por aqui, já, a nossa análise, arrumando num parágrafo o que menos me agradou nesta experiência: se no Facebook é anunciado o “desconto de 50% ao almoço”, a verdade é que, quando chegamos ao restaurante e perguntamos se a prerrogativa é aplicada a tudo, é-nos respondido que não senhoras, só nos mexilhões (enquanto pratos principais), o que me parece indicar um caso claríssimo de publicidade enganosa – sobretudo se avaliarmos os preços, porque rapidamente concluímos que são as bebidas e as sobremesas que têm os preços inflacionados. Por outro lado, temos que, caso queiramos reservar mesa através da aplicação The Fork, os 50% ao almoço só excluem bebidas e menus, incluindo, portanto, sobremesas e entradas, o que me parece muito melhor negócio (mesmo porque vamos ganhando pontos que depois se traduzem em descontos – e não, ninguém me paga para sequer mencionar a The Fork, quanto mais para gabá-la).

E por que diabo não optaste pelo desconto The Fork? – perguntam vocês com assertividade e pertinência. E eu respondo, que não ando cá para enganar ninguém: justamente porque o desconto do Facebook, porque omisso, parecia abranger tudo, enquanto o da The Fork excluía as bebidas. Agora falta-me perceber se o arranjinho conveniente parte do estaminé ou se foi a funcionária que nos atendeu (simpatiquíssima mas muito pouco conhecedora da arte de bem-servir, há que dizê-lo) meteu os pés pelas mãos, como meteria em meia dúzia de ocasiões, durante o almoço.

Mas passemos ao resto da experiência, que se faz tarde. Consegui lugar mesmo à porta (com parquímetro, claro), o que será muitíssimo mais difícil noutro mês que não agosto, em plena Miguel Bombarda (no quarteirão mais próximo de Cedofeita). Uma vez entradas no espaço, encantámo-nos com tudo: logo à entrada, um reclame de luzes diz-nos onde estamos e, uma vez descidas as escadas (estamos num prédio antigo e devidamente restaurado) que nos conduzem à receção e salas de refeição, o deslumbre é ainda maior. Há uma primeira sala, interior, depois um “meio pátio” (coberto com vidro) e um pátio enorme (que deve ter quase  tantos lugares como as duas primeiras salas juntas), com aspeto delicioso e, inclusivamente, um mini parque infantil. Não desfrutámos dele porque, naquele dia, chovia – em pleno agosto, sim!, não se admite.

Ficámos no meio pátio, onde tivemos a companhia de apenas mais duas mesas: uma preparava-se para sair, quando chegámos; a outra, de ingleses acompanhados por um amigo local, chegou uns minutos depois. Tínhamos o restaurante só para nós, pensámos, o que dava um certo jeito porque a JSS e a RV tinham de regressar ao trabalho – eu era, oficialmente, a única moinante, com todo o tempo do mundo. Ora veio a verificar-se que a probabilidade de o serviço ser coisa fluida era muito diminuta: houve demoras, confusões menores… circunstâncias que não nos prejudicaram mas foram notadas, porque não pudemos deixar de imaginar como seria o serviço com o restaurante (que alberga cerca de 120 ou 130 pessoas) cheio.

Tratámos de escolher o repasto mal nos vimos as três reunidas: começámos por pedir a entrada (Tábua de Mexilhão Panado com Molho Sweet Chilly e Maionese) um bocadinho às cegas porque a simpática funcionária (porque era mesmo simpática, não há aqui ponta de ironia) não nos soube dizer, sequer, quantas peças teria a Tábua. Depois vimos que a resposta correta seria “muitas peças” – e adorámos o que comemos: por 5€, vale em absoluto a pena e chega para três pessoas esfaimadas (porque era este o nosso estado). Os mexilhões panados são em quantidade mesmo mui generosa e o molho agridoce uma perfeita delícia (da maionese gostei menos). Fomos acompanhando a coisa também com os pãezinhos que vieram para a mesa mal chegámos e que, não sendo grande coisa (tinham daquele miolo que, se amassado, fica tipo pastilha elástica), estava morno e estaladiço, pelo que nos soube pela vida. Para beber, ainda hesitámos, mas quando vimos o preço das cervejas (exorbitante), achámos por bem escolher a limonada com hortelã de litro e meio, que era janota sim senhores, mas custou 13€ – o que constitui um lucro pelo menos de 1000% para a casa (a atirar por baixo), e aqui se percebe a possibilidade do desconto de 50%.

 

Passemos aos mexilhões, mas é: escolhemo-los de três tipos, para que pudéssemos provar o mais possível, mas de acordo com o gosto pessoal de cada uma. A RV foi para as Moules Mediterrânicas (com tomate e ervas aromáticas), a JSS optou pelas Moules à Bulhão Pato (o costumeiro e sempre bom molho de coentros, azeite e alho) e eu quis as Moules Thai (molho aromatizado com gengibre e lemon grass) – todas entre os 11€ e 12€. Ainda perguntámos como eram as Moules da Semana, porque são sempre diferentes, mas falaram-nos em bacon e camembert e desistimos de imediato.

Devo dizer que, quando vieram para a mesa, ficámos deslumbradas: as doses são muito generosas, são servidas em pratos de pasta/saladeiras grandes e há um outro, maior ainda, para que se vão depositando as cascas – só falham as toalhitas húmidas para que vamos limpando as mãos, mas há um lavatório mesmo à entrada do meio pátio para que se vão higienizando as mãos (que estas coisas não são para comer com talheres, santa paciência). Os bichinhos, em si, eram grandes e estavam muitíssimo bem cozinhados e todos os molhos eram saborosíssimos – sou suspeita mas, evidentemente, preferi o meu, seguido do à Bulhão Pato. Enfardámos como gente grande, intercalando a atividade do maxilar com elogios ao que ali se comia; evidentemente, o resto do pão foi generosamente mergulhado nos molhos e, também ele, devorado.

E claro que poderíamos ter ficado por aqui: tal atitude teria revelado sageza e prudência, para que não saíssemos dali a rebolar. Mas não, que não é dessas minudências que se fazem os Carapaus de Comida: arrancámos para as sobremesas, mesmo porque as tínhamos topado mal chegámos, na bandeja de amostras que os funcionários levam à mesa para explicar o que há no dia, bem como para apelar a todos os sentidos, que assim são muito mais facilmente persuadidos. Havia-as de cinco tipos e, se eu tivesse voto na matéria, comia umas colheradas de cada e não se falava mais no assunto. Não sendo, lá tivemos de escolher: para mim, veio o doce de chocolate e manteiga de amendoim, para a RV o que se assemelhava a tarte de limão merengada e, para a JSS, a reinterpretação de um cheesecake de frutos vermelhos – estavam todos ótimos mas tenho de dizer que aquele de que mais gostei foi mesmo o da RV.

E pronto, no final disto tudo (e mais dois cafés), acabámos por pagar cerca de 18,50€, o que não é pechincha alguma, mas soube muito melhor do que ginjas. Ainda assim, aconselho vivamente o nosso Cardume a, caso ali vá ao almoço, optar pelo desconto da The Fork (é só baixar a aplicação para o telemóvel e reservar mesa por lá, escolhendo a possibilidade do desconto): neste caso, entrada e sobremesas também só seriam pagas pela metade, o que desceria o preço em quase 4€ por estômago.

Seja de que forma for, não se esqueçam dos bons apetites (entre amigos), que são o que se leva desta vida, sim?

Moules & Jugs | Porto
4.1 Carapaus
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Positivos
  • Os 50% de desconto ao almoço no Verão
  • o espaço
  • os mexilhões
  • a sobremesa
  • Negativos
  • O serviço atabalhoado
  • o estacionamento
  • os “50% de desconto” ao almoço
  • Resumo
    Para quem gosta de mexilhões e de restaurantes giros em pleno centro do Porto, o Moules & Jugs (com estaminés também em Lisboa e Cascais) é o restaurante a escolher; adicionalmente, no Verão tem a vantagem de estar a oferecer 50% de desconto nos pratos principais, à hora de almoço.
    Serviço3
    Comida4.5
    Preço/Qualidade4
    Espaço5
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    Moules & Jugs | Porto

    Morada: Rua Miguel Bombarda, 216
    Localidade: Porto

    Telefone: 222 012 017
    Horário: Ter a Dom – 12h30 às 24h00
    Aceitam reservas? Sim

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    Ana Andrade

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    Agridoce, de tempero forte e gargalhada salgada.
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