Comida Vegetariana

Da Terra | A primeira incursão vegetariana

11 Mar , 2013   Galeria

Épocas houve em que as idas ao Da Terra, na Rua Afonso Cordeiro, em Matosinhos. eram um ritual frequente para mim e para a RV (Carapaua fundadora e sempre praticante): depois de um treino de fim de tarde, agarrávamos em nós e íamos saborear o que o buffet tivesse para nos oferecer. Na verdade, o restaurante vegetariano Da Terra funciona assim mesmo: por uma quantia fixa, que exclui bebidas (sendo que, neste campo, aconselho vivamente as suas muitas combinações de sumos naturais, sempre irrepreensíveis) e sobremesas, somos convidados a servir-nos tantas vezes quantas queiramos, das entradas e pratos quentes que constituem a ementa do dia.

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O Sushi Vegetariano

O Sushi Vegetariano

O valor da refeição varia conforme se trate de almoço, jantar ou fim de semana. Assim: durante a semana, o buffet foca por 6,95€, o jantar de segunda a quinta por 8,50€ e os jantares de fim de semana (que já inclui a sexta-feira) e vésperas de feriado, bem como os almoços de sábado e domingo, custam 11,25€. A diferença é grande, é certo, mas a qualidade do buffet também varia: ao fim de semana, a diversidade das iguarias oferecidas é sobejamente superior e as reposições são constantes – isto para não falar nas sobremesas, que se multiplicam.

A minha experiência neste estaminé tem sido algo de extremamente positivo: sendo uma carnívora assumida (embora não convicta), nunca fui dogmática ou preconceituosa, sendo que o meu contacto com a comida vegetariana (que começou algures nos tempos de faculdade, há uns bons vinte anos, na cantina vegetariana da Universidade de Coimbra, que não sei se ainda existe) tem sido sempre francamente bom – para o que contribuiu, no último par de anos, o Da Terra.

Mas regressemos à incursão de 8 de Março, num estaminé em que os grupos femininos dominavam (a que não seria alheio o facto de se comemorar o Dia Internacional da Mulher, embora no que nos diz respeito tenha sido mera coincidência) e que se encontrava muito composto em termos de lotação. O espaço é sobre o comprido, como se de um largo corredor se tratasse: à entrada, notícias de eventos ligados com a cozinha vegetariana (que o site do Da Terra tem sempre actualizados), logo depois meia dúzia de mesas para duas ou quatro pessoas e, a meio, o balcão com os pratos do dia e sobremesas, frente a qual se encontra um outro, onde se perfilam as muitas entradas – que, confesso, são sempre a minha fase preferida.

Buffet: Os Nossos Pratos

Buffet: Os Nossos Pratos

Gostaria de ter a competência de descrever minuciosamente tudo quanto nos foi dado a provar, mas as fotografias da galeria substituirão o que as minha papilas gustativas, amadoras nestas coisas do vegetarianismo, apreciaram mas não sabem identificar. Há sempre sopas em creme maravilhosas, pão do bom, e patés novos: um, de beterraba e avelã, servido com uma espécie de bocadinhos de massa de pizza ainda quentes, era qualquer coisa; e um outro, talvez de ervilha, talvez de lentilhas, servido sobre uma base que julgámos ser de endívia, obrigou-nos a servir-nos dele mais do que uma vez. E depois havia uma massa tipo couscous com pimentos que estava divinal, quartos de pêra (flamejada?) com queijo, sushi vegetariano, onde pontificava o queijo, saborosíssimo, e uma salada de couve roxa com forte sabor a canela que se sobrepôs ao tradicional tomate e à de folhas verdes. Foi um fartote de entradas, como é sempre.

No que aos pratos principais concerne, a oferta não nos entusiasmou tanto: entre o tofu assado ao molho de peras e framboesas (que nenhuma de nós se sentiu tentada a provar), a polenta de espinafres e cogumelos (muito saborosa – sendo que polenta é algo que se nos afigura estranhíssimo, porque nem sequer tem grande sabor, é uma espécie de cama que em tudo depende do revestimento, e este era bom) e as almofadinhas de legumes, demos a classificação maior a estas últimas, que consistiam em quadrados de massa folhada com legumes salteados. Havia também, como há sempre, arroz e legumes para acompanhamento.

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As Sobremesas

As Sobremesas

Apesar de nos sentirmos como se nada mais nos coubesse na cavidade estomacal, lá arranjámos um buraquinho para as sobremesas: a oferta, exposta no balcão principal, era demasiado tentadora. Acostumadas que estamos a gostar de experienciar sabores diferentes, pusemos de lado o bolo de mousse de chocolate (sempre divino), a tarte de maçã e passas e o sponge cake de frutos vermelhos, por já serem nossos conhecidos e, de entre os doces restantes, optámos pelo tiramisu e por um pudim de laranja sem ovos, coberto de compota de morangos – este último a conselho do chef, que quis depois conhecer a nossa opinião. E o tiramisu era bom, sabia bastante a café e, não nos avassalando, soube-nos bem; já o pudim era conceptualmente apetitoso, mas a compota de morango revelou-se excessiva, tanto na quantidade de açúcar como na presença, quase camuflando o sabor de base.

E estávamos comidas e conversadas, que à sexta-feira, mais do que o início do fim de semana, trata-se do fim de uma semana que é sempre trabalhosa e o corpo pede sopas e descanso: das sopas já havíamos tratado, iríamos agora para o descanso, pelo que só faltava pagar.  Foi aqui que verificámos que o Da Terra, onde sempre se pôde pagar com multibanco e, creio, até cartão de crédito, deixou de ter terminal ATM, o que fez com que a maioria dos comensais tivessem de ir levantar dinheiro à rua. Nós íamos preparadas e foi só trocar dinheiro por uma factura: 16€ a cada uma (que, num dia de semana, corresponderiam a menos 3€ ao jantar e menos 5€ ao almoço) pareceu-nos bem para o que comemos e bebemos.

De acrescentar que no Da Terra organizam-se amiúde workshops de culinária vegetariana (incluindo doces), cujas datas podem ser consultadas no seu completíssimo site. Trata-se do estaminé ideal para os que se querem iniciar no vegetarianismo (e não precisa de ser a tempo inteiro): o sistema de buffet permite que nos sirvamos do que é mais apelativo e o facto de os menus mudarem constantemente permite-nos contactar com uma imensa diversidade de pratos.

Experimentem e digam coisas, sim, freguesia?

E aqui ou noutro lado, tenham sempre bons apetites.

Da Terra

Morada: Rua Doutor Afonso Cordeiro 71, Matosinhos
Telefone: 960 330 002
Horário: Seg a Sáb – 12h00 às 15h00 – 19h30 às 23h00 | Dom – 12h00 às 15h00
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Ana Andrade

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Agridoce, de tempero forte e gargalhada salgada.
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