Adega 7 Condes | Carapaus de Comida

Juntem-se uns amigos, adicione-se um dia passado em harmonia com a Natureza, uma pitada de GeoCaching (se ainda não sabem o que é, informem-se porque vale bem a pena), misturem-se boas conversas e gargalhadas, envolva-se tudo muito bem e cubra-se o resultado com uma boa jantarada e obtém-se, se não o dia perfeito, muito perto disso. E foi isto que se conseguiu no Sábado transacto. Dia passado em excelente companhia no Parque do Alvão e fechado com chave de ouro na Adega Sete Condes, que fica ali em Mondim de Basto.

Adega 7 Condes | A Decoração
A Decoração

Concentremo-nos no que nos traz por cá que é, claro está, a gastronomia. A Adega Sete Condes fica escondida numa ruela, o que lhe confere uma aura de achado gastronómico. Enquanto se caminha na sua direcção, a fachada em pedra deixa adivinhar um interior típico e rústico, daqueles que nos fazem sentir bem (vindos). E é mesmo isso que se encontra, já no interior. Quando se entra é-nos dada imediatamente a oportunidade de espreitar para a cozinha, onde a magia acontece. Segue-se a primeira sala de jantar e logo se sobe para a sala no andar superior, bem maior, mas não menos rústica. E foi ali que se carapauzou naquela noite. As paredes, em pedra, estão pejadas de adereços e enfeites que nos levam a outros tempos.

[adrotate banner=”11″]

Dada a dimensão do nosso grupo, a sala de cima ficou inteiramente por nossa conta. A fome era negra e toda a gente se sentou rapidamente. O pão e as azeitonas, muito bem temperadas, já esperavam por nós, com fim anunciado. Após algum (não muito) tempo de espera começaram a chegar as entradas: uma mistura de grelos e alheira em fatia de pão regional (a alheira muito boa e saborosa, os grelos bem temperados e ligeiramente amanteigados); moelas (quem provou disse que, apesar de estarem boas, tinham um sabor pouco usual, o qual não conseguiram identificar); uma espécie de bolo composto por ervilhas, milho, cenoura, pimento verde e batata palha, tudo envolvido em maionese (foi uma agradável surpresa, saborosa, fresca) e pataniscas de bacalhau (pequenas e muito saborosas). Foi um excelente início.

Seguiram-se os pratos principais, que já haviam sido previamente decididos (não houve ementa) por todos os comensais. As escolhas recaíram sobre a Posta maronesa na brasa com sal, o Bacalhau com Migas de Broa e a Vitela maronesa assada, do nispo e da pá. O Bacalhau, que veio acompanhado por batata a murro e legumes, estava bom mas não deslumbrou. A Posta maronesa, um naco altíssimo de carne, também ela acompanhada por batata a murro e legumes, dividiu as opiniões: para alguns estava muitíssimo boa, tenra; para outros estava dura e com algum nervo; para outros ainda poderia ter mais algum sal. De salientar que não foi perguntado a ninguém como quereria a sua Posta cozinhada. A acompanhar a Posta também foi servido um molho picante. A Vitela estava saborosíssima, tenra e com gordura q.b., acompanhada por batatas bem assadas e arroz branco. A maioria dos comensais decidiu regar a comezaina a vinho verde (branco e tinto) Quinta d’Onega, bem fresco.

Adega 7 Condes | A VItela
A Vitela

Pausa na comida para referir alguns aspectos menos positivos. Havia sido acordado previamente que a Adega teria coca-cola zero já que havia bastante gente que iria escolher esta bebida para regar a refeição. Foi com alguma surpresa que nos foi dito que não havia visto que a casa teria alguma dificuldade em vender aquele refrigerante. Foi também com algum espanto que recebemos a informação de que a Adega não teria gelo, bem como a resposta “vou só acabar de servir as entradas”, dada a uma das comensais, quando esta relembrou a pessoa que a estava a servir (por sinal o dono do restaurante) de que faltaria a sua bebida (já depois de toda a gente estar servida de bebidas).

[adrotate banner=”11″]

Voltemos então ao que foi bom. E chegou a vez das sobremesas. mais uma vez não foi preciso recorrer à lista. Foram colocados, à disposição de todos, pratos com fruta variada, um Pudim de Ovos e um Bolo de Bolacha. O Pudim, de tão fresco que era, ainda estava quente. Embora tivesse sido melhor se estivesse bastante mais fresco e talvez um bocadinho menos cozido, estava delicioso. O Bolo de Bolacha, com camadas alternadas de creme de nata e chocolate, tão depressa chegou à mesa quanto desapareceu, de tão bom que estava, bem equilibrado na doçura, que agradou sobremaneira aos mais gulosos.

Seguiu-se o café e a conta, que resultou em 19€ por cada comensal. De referir que a Adega Sete Condes (ou 7 Condes) ofereceu o jantar ao motorista que nos acompanhou nesta aventura durante todo o dia, o que foi uma muito agradável surpresa.

Em jeito de conclusão, se passarem por Mondim de Basto, não deixem de visitar a Adega Sete Condes. Serão bem recebidos, num espaço muito bonito e sairão com certeza de barriga bem cheia de comida muito boa.

Obrigado por este bocadinho.

Abreijos para todos!

[galleryview id=54]

Similar Posts

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.