TapaBento | Petiscos | Porto | Carapaus de Comida

Ultimamente, temos dado conta de uma série de estaminés visitados sem grande planificação – e o Tapa Bento (debrucemo-nos um momento sobre a excelência da nomenclatura, se fazem o favor) foi um desses. Corrijo-me: ando há meses para visitar este restaurante que fica ali ao lado de São Bento, nas traseiras da 31 de Janeiro (caramba, até o meu irmão, que mora em Lisboa, mo aconselhou!) mas ainda não tinha calhado. Ora sucede que, num destes domingos e após mais uma visita das organizadas pelo Porto Reaparecido (que recomendo vivamente), já passava da uma da tarde, o corpinho pedia combustível e tratámos de decidir fornecer-lho ali perto. Tratei só de verificar se o Tapabento estaria aberto e, verificando que sim, decidimos arriscar, mesmo sem marcação (e tendo, obviamente, um plano B em mente – que não foi preciso pôr em prática).

Uma vez frente ao estaminé, o encantamento foi imediato: adorei a esplanada assente em madeira, bem como a fachada e o primeiro andar que se adivinhava das varandas completamente abertas (e o que eu gosto de portas e janelas abertas…). Senti-me como que transportada para um recanto italiano – e isto é um grande elogio, porque adoro Itália – mas sem perder o (igualmente charmoso) Porto. Uma vez lá dentro, maravilhei-me ainda mais: o espaço é lindíssimo, de um imenso bom gosto que cruza o quase rústico com o contemporâneo e, o que não é de somenos, tem a cozinha ao fundo, à vista de todos (pormenor que me agrada sempre).

Fomos recebidos por uma simpática funcionária que, confrontada com a circunstância de não termos reserva, rapidamente consultou uma senhora que creio ser a proprietária (ou, ao menos, responsável maior), por forma a aferir a possibilidade de nos sentar algures: eram já quase 14h e seria uma sorte conseguir uma mesa em sítio tão procurado. Felizmente, havia uma mesa para duas pessoas no andar de cima, o tal que vislumbrara da rua, e que correspondeu inteiramente ao que imaginei: é que até as toalhas e guardanapos são lindíssimos, para além de que as varandas abertas e carregadinhas de ervas de tempero são uma delícia.

Veio, então, o menu, numa espécie de jornal em formato A3: os pratos à disposição não são muitos mas pareceram-me simpáticos, ainda que tenhamos optado pela secção dos petiscos, que sabem maravilhosamente em dias de calor (e nos outros também, vá). Optámos pela Sopa de Peixe, pela Salada Grega e pela Tábua de Polvo à Galela, pedindo para beber um fino e um copo de sangria branca (a aconselhada pelo funcionário a quem pedi ajuda).

Entretanto, fomo-nos entretendo com o couvert, que consiste num cesto de pão diverso (todo bom), que é servido com azeite, queijo feta e azeitonas – confesso que, de tudo isto, o que mais me encantou foi mesmo o pão, já que o queijo feta era banal, bem como o azeite; já as azeitonas (miúdas e pouco carnudas) eram de um tipo que não me agrada particularmente, mas estavam saborosas. Também não morri de amores pela sangria, que achei algo aguada e “mortiça” (se é este adjetivo a aplicar à bebida), mas confesso que não sou uma especialista.

Os primeiros pratos demoraram um bocadinho (também houvera um hiato jeitoso entre o couvert e as bebidas) mas satisfizeram completamente: a sopa de peixe não é das mais ricas que já comi (nem tem de ser, há-as de vários tipos), antes apostava no sabor e ganhava inteiramente; a salada grega era rica e muito bem servida: pejada de nozes (das muito boas) e bem temperada, estava um regalo. Já a tábua de polvo, pese embora a apresentação irrepreensível, desiludiu: o tempero estava magnífico (puxadinho, a saber bem a colorau) mas a consistência do octópode não me convenceu nadinha, porque detesto polvo rijo, por mais saboroso que seja.

Esta foi, de resto, a maior desilusão da incursão, e não permitiu que o Tapabento entrasse na categoria dos estaminés de boa memória, ao que acabou por ajudar um serviço simpático mas demorado e um pouco atrapalhado (na nossa mesa como nas mais próximas). Acredito piamente que tenhamos tido azar, já que os relatos que nos chegaram foram sempre laudatórios, mas de um sítio onde uma refeição sem sobremesa (que quisemos ir comer a outro lado), ao almoço, custa 21€ por estômago (com apenas uma bebida por pessoa), espera-se, naturalmente, bastante mais.

Ficou a vontade de regressar, para provar outras coisas e construir outras memórias, onde só vigorem os muito bons apetites de que temos ouvido falar.

TapaBento | Porto
4.3 / 5 Carapaus
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Positivos
A sopa de peixe a salada grega o espaço
Negativos
O serviço o polvo
Resumo
O TapaBento é assim uma espécie de oásis escondido, ali encaixado entre 31 de Janeiro e a estação de São Bento: o espaço é absolutamente magnífico e a comida afamada, tanto que é complicado arranjar mesa sem marcação. Há petiscos, há um punhado de pratos principais convidativos e o preço é assim para o puxadote mas o estaminé merece visita, ainda que não tenhamos saído encantados.
Serviço4
Comida4
Preço/Qualidade4
Espaço5
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TapaBento | Porto

Morada: Rua da Madeira, 222
Localidade: Porto

Telefone: 222 034 115 | 912 881 272
Horário: Ter – 19h00 às 24h00 | Qua, Qui e Dom – 12h00 às 24h00 | Sex e Sáb – 12:00 às 02:00
Aceitam reservas? Sim

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