O Diplomata | Petiscos | Porto | Carapaus de Comida

Tenho a sorte de ter duas amigas que trabalham na Baixa do Porto, relativamente perto uma da outra; tenho, adicionalmente, a felicidade de haver sempre um ou dois dias por semana em que tenho disponibilidade para me encaixar nos horários mais ou menos fixos delas e ir almoçar com ambas: costuma ser só uma horita e pouco, mas não só serve para matar saudades e pôr a conversa em dia, uma ou duas vezes por mês, como também para descobrirmos sítios novos, em trio (mesmo que os sítios não sejam novos para todas).

Desta feita, escolhemos o Diplomata, onde a JS já havia ido umas vezes, e de que eu ouvira falar amiúde, por mor das suas panquecas, que se dizem ser das melhores do Porto. Quando descobrimos, por meio da JS, que ali também se serviam menus de almoço, eu e a RV alinhámos imediatamente na sugestão de ser por lá o nosso repasto, numa segunda-feira quente de meados de Julho.

Quando chegámos, um nadinha antes das 13h, tínhamos o estaminé só para nós, pelo que pudemos escolher a mesa (mesmo a meio, para estarmos perto de tudo) e regozijarmo-nos com o fresquinho que ali se sentia, bem como com a belíssima vista para uma rua com um movimento que não enjoa. Entretanto, foi tempo de nos inteirarmos do menu de almoço do dia (a uns imbatíveis 3,20€), composto por sopa (de ervilhas) e uma tosta (de frango, queijo e ananás) ou salada (de beringela, queijo de cabra e compota de frutos silvestres) As bebidas do dia eram uma tisana qualquer (não decorei) e limonada – sem açúcar, para nosso gáudio (não há pior do que limonada açucarada: assim, quem quiser, que junte açúcar, deixando as amarguras para quem as prefere, como nós). Todas quisemos sopa, limonada e tosta, ainda que a RV tenha querido a dela como era oferecida e eu e a JS tenhamos pedido para trocarem o ananás por beringela, ao que a funcionária prontamente acedeu (e eu adoro gente descomplicada!).

As limonadas, servidas nos já costumeiros copos-que-são-frascos (e que eu uso imenso em casa, para aproveitar os frascos que, de outro modo, iriam para o vidrão), vieram muito rapidamente, seguidas das sopas, de que gostei particularmente (logo eu, que nem sou de todo apreciadora, embora goste bastante de algumas), embora não nos tenham parecido de ervilhas, ao menos enquanto ingrediente principal. A consistência era quase elástica de tão cremosa e aveludada, o que nos levou a tentar adivinhar como se lhe chegaria – a RV votava na Bimby como manufatora da coisa, a JS acrescentava que tinha de ter batata e eu, sendo eu, acreditei em ambas porque destas coisas só percebo da ótica do deglutidor. As tostas também não estavam más de todo (embora um nadinha secas para o meu gosto) e, de facto, com aquele tamanho de pão (são meias fatias de pão rústico) fica-se perfeitamente saciado, ao almoço. Foram servidas com chips de casca de batata (com batata agarrada, vá) temperada com sal e um molho de maionese e ervas de que gostei muitíssimo.

Nesta altura, já a JS tinha de regressar ao trabalho, pelo que ficámos, eu e a RV, para aquilo que, na realidade, me entusiasmara na ida ao Diplomata: as panquecas. E, ao observar o menu, verifica-se imediatamente ser essa a especialidade da casa: só no que toca à massa, temo-las simples, de aveia, de mirtilo e de chocolate, sem falar na miríade de acompanhamentos e toppings que lhes podemos adir. Escolhemos ambas a opção de duas panquecas (também há a de quatro), mas enquanto a RV quis as de mirtilo, sem mais nada (apesar da insistência da outra simpática funcionária, que faz as panquecas, em acrescentar um melzinho, que fosse), eu fui nas simples com mirtilo, chantilly e Nutella (“estupidamente” e  “gulosa” são os meus nomes do meio).

Pois devo dizer que as minhas expectativas, altíssimas, em nada saíram defraudadas – e só não digo que ali moram, de facto, as melhores panquecas do Porto, porque me falta experimentar aí 95% da oferta, mas posso dizer que são certamente as melhores que já comi. Desde logo porque são feitas na hora, a olho e por mão muitíssimo experiente: tivemos a sorte de ficar numa mesa em que assistimos ao processo, na cozinha. Depois, porque são saborosíssimas, fofíssimas, morníssimas e todos os superlativos absolutos sintéticos de que se lembrarem.

Saímos, portanto, muito contentes, não só com a experiência em termos absolutos, mas também com os preços amigos e com um espaço aparentemente despojado e cool mas com pormenores absolutamente deliciosos. O serviço é, também ele, simpático e eficaz.

O Diplomata | Porto
4.6 / 5 Carapaus
{{ reviewsOverall }} / 5 Cardume (0 votos)
Positivos
A decoração as panquecas o preço
Negativos
Estacionamento pode ser complicado, ali por perto.
Resumo
Excelente espaço, não só para que se usufrua de um menu de almoço a um preço estupendo, como para que se provem uma das melhores panquecas que já me foram dadas a provar: apetece mandar vir de todas e ficar ali a engordar, sem medos.
Serviço4.5
Comida4.5
Preço/Qualidade5
Espaço4.5
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O Diplomata | Porto

Morada: Rua de José Falcão, 32
Localidade: Porto

Telefone: 960 188 203
Horário: Seg, Ter, Qui e Sáb – 09h30 às 20h00 | Sáb – 10h00 às 20h00 | Dom – 10:00 às 19:00
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