Percebes - Tasco do Mar | Marisco | Famalicão | Carapaus de Comida

Peixe e Marisco

Percebes, Tasco do Mar | Vila Nova de Famalicão

27 Jan , 2017   Galeria

Quando a SC o sugeriu, a primeira reação foi de surpresa arraçada de desconfiança: que diabo, então íamos marcar um dos nossos jantares (mensais) para Vila Nova de Famalicão, a 30 quilómetros da costa (primeiro tinha escrito 50, não só porque sou péssima a calcular distâncias mas sobretudo porque gosto de drama, mas a coisa não funcionou), quando o menu era de marisco e tínhamos coisas tão boas mesmo no litoral? O que vale é que somos todas umas fáceis e, se uma diz que X é bom, as outras alinham e não se fala mais nisso – o que nunca deu mau resultado.

O Percebes – Tasco do Mar fica numa zona em que o estacionamento não é a coisa mais fácil do mundo, o que é agravado pelo facto de o restaurante também ter um serviço de takeaway muitíssimo requisitado (o que eu percebo lindamente, depois de lá ter estado), o que leva a paragens em segunda fila e torna a coisa ainda mais complicada. De todo o modo, mais para cima ou mesmo na avenida em que entronca a rua Ernesto Carvalho, consegue arrumar-se a burra e ir comer descansado.

Felizmente, a SC achou por bem reservar mesa; de outro modo, não teríamos grande sorte, já que o Percebes, tendo bastantes lugares sentados, entre o piso de entrada e a cave, estava completamente lotado – sendo que houve mesas usadas duas vezes, durante o serão (isto sabemos nós, porque comemos devagarinho a vamos observando os vários turnos). Agora, o facto de haver muitos lugares não significa que o sítio seja espaçoso porque, na verdade, não o é: as mesas estão quase encavalitadas , de tão chegadas umas às outras, e é fácil entrar na conversa da família ao lado (ou, pior, ela na nossa), pela proximidade da mobília.

De resto, o espaço e a decoração não são, de todo, um ponto forte do Percebes: apesar da mobília branca, que confere ao local um aspeto airoso, a conjugação de castiçais de gosto duvidoso com candeeiros de teto do Ikea e imagens de peixum nas paredes deixa muito a desejar – mas isto sou eu, que sou uma esquisitóide, a falar: quem lá vai (eu incluída), estará tão concentrado no que come que se está nas tintas para a decoração.

Uma vez sentadas e já com um balde cheio de torradas com manteiga na mesa (não há mariscada que se preze sem torradas de pão branco com muita manteiga), a primeira coisa que constatámos (mesmo a SC e a MBC, que já conheciam o espaço) foi o baixíssimo preço das doses: que uma sapateira recheada custe menos de 7€ parece impensável, e o resto vai pelo mesmo caminho, pelo que foi ainda com alguma desconfiança que mandámos vir tudo o que nos apetecer, a saber: sapateira, camarão da costa, percebes (nem a SC nem a MFC nem a AC são grandes fãs, mas eu sou e não sei o que me parecia ir ao Percebes sem os trincar), zamburinas, amêijoas e pimentos padrón.

E o que dizer deste banquete, senão que passámos duas horas e tal consoladíssimas, a degustar tudo com o prazer de quem sabe que está a comer bem e vai pagar (muito) pouco? Sobretudo a sapateira fez as nossas delícias, mas tudo o mais era de qualidade muito boa e bem confecionado, o que me levou a afirmar que saía barata a deslocação. De resto, mandámos vir mais uma sapateira e mais três doses de pão, que a coisa estava a cair mesmo bem.

Para beber, pedimos sangria de champanhe e frutos vermelhos, sendo que esta não acompanha os preços ditos low cost: são mais de 10€ por um jarrinho que deu para três (a SC preferiu beberagem cocacoleira), mas só porque não nos quisemos esticar – estou certa de que marcharia outro, se não tivéssemos todas de conduzir uns bons quilómetros para regressar a casa.

Uma nota para o serviço que, apesar de simpático e as mais das vezes eficaz, apresenta algumas falhas, tanto nos tempos (a segunda sapateira demorou o que nos pareceu uma eternidade a ser servida, enquanto que a primeira quase irrompeu à nossa frente, assim que foi pedida) como no conhecimento dos pratos: foi perguntado a um dos funcionários se as amêijoas teriam coentros (nem a SC nem a AC gostam, incrivelmente), ele garantiu que não – e bastou uma prova para que nos apercebêssemos de que afinal sim.

Ainda assim, as pessoas são simpáticas e esforçadas: foi com agrado que recebemos o conselho de, aquando da sobremesa, optarmos pelas Natas do Céu, porque estariam fresquíssimas – e estavam de facto: nem sequer morro de amores pelo doce (não adoro doce de ovos) e gostei muitíssimo, tal como as manas AC e SC. Já a MBC quis o Crumbel (há erro ortográfico, há, mas não é meu) de Morango, que também mereceu nota positiva, pese embora não tão entusiasmada.

Mas o melhor veio mesmo no fim: tínhamos enchido o bandulho como gente grande, estávamos valentemente cheias e o total por estômago não chegou aos 16€ – e é por isso, minha gente, que esta vossa criada afirma que a distância vale a pena, quando estão em causa tão bons apetites.

Percebes, Tasco do Mar | Vila Nova de Famalicão
4.4 Carapaus
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Positivos
  • o preço
  • a sapateira
  • as torradas com manteiga
  • Negativos
  • a distância
  • o estacionamento pode ser complicado
  • a decoração
  • o barulho
  • Resumo
    Vale a pena a deslocação a Famalicão para comer marisco: a matéria prima é fresca e bem confecionada e os preços não têm concorrência.
    Serviço4
    Comida4.5
    Preço/Qualidade5
    Espaço4
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    Percebes, Tasco do Mar | Vila Nova de Famalicão

    Morada: R. Ernesto Carvalho, Ed. Turim Lj 6
    Localidade: Vila Nova de Famalicão

    Telefone: 252 376 420
    Horário: Seg a Dom- 16h00 às 02h00
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    Ana Andrade

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    Agridoce, de tempero forte e gargalhada salgada.
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