Francesinhas

A francesinha d’O Forno

14 Jan , 2013   Galeria

Passavam já quase seis meses desde que, em Julho, numa sexta-feira antes de rumarmos ao Marés Vivas, Carapaus & Amigos passaram pel’O Forno, onde pretendiam abastecer de calorias para a noite que se avizinhava longa; ainda assim, apesar da hora previdente (não seriam ainda 20h) a que lá chegámos, rapidamente nos frustraram as expectativas: a casa estava cheia que nem um ovo e nem o facto de sermos poucos (cinco) permitiria que, esperando um pouco, pudéssemos pensar em jantar. Ainda assim, o HA, que já conhecia ao estaminé, entregou-nos um cartão para que não nos esquecêssemos de lá voltar. Porque valia a pena, disse-nos. Ora há bem pouco tempo, um dos nossos Fregueses relembrou-nos d’O Forno e voltou a tornar urgente a necessidade de lá ir, pelo que assim fizemos: marcámos a coisa para o almoço por motivos vários, um dos quais sendo a (provável) facilidade de arranjar mesa num horário que não o da noite.

Restaurante O Forno de Coimbrões

Restaurante O Forno de Coimbrões

O Forno (também conhecido como O Forno de Coimbrões) fica em Vila Nova de Gaia, entre as Devesas e Coimbrões, na Rua Barão do Corvo – a que não é difícil chegar, mas que exige um percurso que se revela algo confuso para alguém (como nós) para quem as ruas de Gaia continuam a ser todo um mundo por explorar. Com a ajuda da aplicação Mapas, do iPhone, não tivemos grandes dificuldades e, junto à hora marcada, 13h30, lá estávamos, prontos para a degustação: os dois Carapaus-residentes AA e AV, a honorária MAA e o já repetente (apesar de morar a Sul) PA. O estacionamento, na rua, também não se revelou tarefa árdua: trata-se de uma zona habitacional e, àquela hora, havia uma série de lugares a escassos metros, numa perpendicular à Barão do Corvo, mesmo em frente ao restaurante.

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Fomos recebidos por uma mulher nova que, com um tom algo magistral (que indiciaria a censura pela hora tardia a que nos atrevêramos a reservar), nos atira um “estávamos à vossa espera”, seguido de outro “é francesinha para todos, não é? Ficaram de confirmar…” (e não ficámos nada, já agora), conduzindo-nos concomitantemente a uma despida sala interior, onde só uma mesa estava ocupada. Os únicos pontos de interesse, por ali, são a televisão, para quem gosta de ser acompanhado por um qualquer dos canais nacionais (e nós aproveitámos para pôr as notícias em dia) e a abertura por onde se espreita a cozinha. Na sala de entrada, bem mais airosa e aprazível, jaziam ainda muitos comensais, a ultimar almoços e (imaginamos) a arranjar forças para o regresso ao trabalho.

Os Pratos do Dia

Os Pratos do Dia

Muito provavelmente porque não estão habituados a receber clientes para além do horário habitual (ainda que continuemos a achar que almoçar perto das 14h não será assim tão descabido), fomos castigados: nem ementa, nem entradas, nem sequer um pãozinho para ir roendo enquanto esperávamos pelo prato principal (que sim senhores, foi francesinha para todos); restou-nos um vislumbre das outras iguarias que por lá se degustariam, no painel disposto na parede externa d’O Forno, e dos pratos do dia, escarrapachados em folhas A4 escritas à mão e dispostas aleatoriamente pelas paredes do restaurante. Para beber, foram três Super Bock de pressão (para eles) e uma Cola Zero (para mim), que o trabalho que vinha a seguir dispensaria qualquer vapor etílico.

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Por um precalço de ordem olfactiva (vamos dizer que estávamos demasiado perto da casa de banho quando determinado cliente a visitou, para não entrar em pormenores), vimo-nos obrigados a mudar de sala quando as francesinhas estavam a poisar na mesa, o que só nos aumentou o apetite: aqueles dois ou três minutos de transporte fizeram-nos desejar espetar o dente nas maravilhas acabadinhas de sair do forno tão depressa quanto possível. E, desta vez, o paladar só confirmou o que o olhar supôs: estávamos perante uma das melhores e mais bem guarnecidas francesinhas que nos foram dadas a provar, enquanto Cardume ou sujeitos que jamais pensariam em ter um blogue deste tipo.

A Francesinha

A Francesinha

As francesinhas d’O Forno são servidas em recipiente de barro, comm’il faut, são de tamanho generoso, recheadas de carnes saborosas e em quantidade poucas vezes vista: havia bife tenro (dois por prato, para sermos rigorosos) salsicha fresca sem ponta de gordura e de diâmetro raro, linguíça da boa, e os tradicionais fiambre e queijo, para além de ovo estrelado (sob a fatia de queijo cimeira). O molho (que não é picante, pelo que agradará a todos) não é muito mas imediatamente nos servem mais, a pedido. Creio que estivemos 80% do tempo da refeição a gabar a iguaria, mais as batatas caseiras e a perceber como é que não descobríramos O Forno mais cedo.

Passámos aos finalmentes: a oferta de sobremesas era limitada (e sem ementa, mais uma vez) e só o AV apostou num doce da casa, uma mescla de natas, mousse e bolacha que não impressionou. Eis que chegava a fase dos cafés e da conta, sendo que esta se revelou a cereja em cima do bolo: 8€ por cabeça. 8€ por cabeça??? 6€ por francesinha???  Claro que estamos cientes de que cada um de nós só ingeriu uma bebida e que só um foi às sobremesas, mas ainda assim, nem nos nossos dias mais alarves ali gastaríamos mais de 15€ – o que, e quem nos segue sabê-lo-á, raramente conseguimos.

Por tudo isto, e apesar do serviço algo negligente e decididamente pouco simpático, eis que a francesinha d’O Forno entrou para o top daquelas que aconselhamos, sem medos, a quem no-lo pede (e insiste muito, porque não gostamos particularmente de fazê-lo).

Bons apetites desse lado também, sim, Freguesia?

O Forno (Coimbrões)

Morada: Rua Barão do Corvo 389-391, Vila Nova de Gaia
Telefone: 223 754 228 | 969 170 676
Horário: Seg a Sáb – 09h00 às 22h00
Aceitam reservas? Sim

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Ana Andrade

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Agridoce, de tempero forte e gargalhada salgada.
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