Ora aqui está um estaminé que, não estando na minha (imensa) lista de coisas a visitar (porque prometem), acabou por ser uma belíssima surpresa: eu e a RV estávamos a ver onde haveríamos de ir matar fome e sede enquanto púnhamos a conversa em dia, a coisa não estava fácil (a segunda-feira é dia que muitos restaurantes escolhem para o descanso semanal) e foi ela quem sugeriu o Zázá – a propósito de nada, tão só porque já ouvira falar e nenhuma de nós conhecia o espaço.

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Uns dias antes, liguei a marcar mesa mas quem me atendeu deu-me conta de que, numa segunda-feira e ao jantar não seria preciso; pelo contrário, ao fim-de-semana já é normal que a coisa encha, sobretudo porque serve brunch entre o meio-dia e as 16h00 (todos os sábados, domingos e feriados), algo que tem tido bastante procura, ao que consegui apurar.

Quando chegámos, verificámos que ali, naquela rua de boa vizinhança (o Brasão fica quase em frente), conseguiram montar uma simpática esplanada de mesas de madeira, para duas pessoas, mesmo encostadas à montra, o que nos pareceu deveras agradável. Já nós, porque somos para o friorento (estávamos num daqueles dias de vinte e poucos graus, que descem facilmente para os 16 ou 18 quando o sol se põe) e não íamos agasalhadas, entrámos – e lá estava a mesa, que reservara, marcada, ainda que não fosse preciso, o que achei simpático.

O espaço, numa primeira impressão, parece banal, quase pouco interessante, mas paulatinamente vão-se descobrindo pormenores interessantíssimos, como o lustre de ferro forjado, o chão antiquíssimo, os posters de músicos de bom gosto ou as lousas que cobrem as paredes junto ao balcão, plenas das ofertas que o Zázá tem para oferecer. Paralelamente, outro pormenor que não é de somenos: a simpatia e profissionalismo de quem nos atende – uma pessoa sozinha nas mesas e balcão (imagino que acompanhada de pelo menos mais uma, na cozinha) faz de um jantar no Zázá uma experiência assaz agradável, também pela afabilidade e cuidado, que não são sinónimo de excesso de zelo (coisa que me cansa e não mora ali).

Com a carta na mão, e porque não fizéramos os trabalhos de casa como deve ser, procedemos a uns cinco minutos de debate, que redundaram na escolha de três “pratos”, de três capítulos diferentes da ementa: das “Entradas e Petiscos” pedimos o Guacamole e nachos, das “Tostas Abertas” quisemos a Tosta de Queijo de Cabra, com beringela, cebola caramelizada, maçã e nozes e, finalmente, das “Sandwishes”, mandámos vir a de Pato, queijo da ilha de S. Jorge, bacon, alface e mostarda de Dijon.

Veio primeiramente o guacamole, que rapidamente elegemos, por unanimidade e aclamação, o melhor das nossas vidas, superando inclusivamente um caseiro, que comíamos em casa de amigos comuns: este, para além de fazer sentir fortemente o abacate, como se quer, vinha encimado por cebola e tomate, o que lhe deu um toque especialíssimo, que nos satisfez muito. Depois, as duas sandes: a tosta de queijo de cabra foi, para mim, a cereja em cima do bolo, já que a mistura de sabores, simples mas acertada, se revelou uma espécie de poção mágica, que me enfeitiçou ao ponto de me apetecer mais e mais; a de pato, servida em pão de mistura, estava igualmente divina, com ingredientes de muita qualidade, na medida certa e bem emparelhados – mas a tosta foi a minha preferida, não o posso negar.

Nesta altura, já estávamos tão absolutamente conquistadas que quisemos saber pormenores sobre o brunch – tarefa a que o nosso anfitrião não só não se escusou como desempenhou com a simpatia e rigor. Quando nos perguntou se desejávamos sobremesa, e ainda que já tivéssemos cuscado brevemente a montra, fomos compradas pela informação de que o tiramisu estava fresquíssimo, porque fora feito à tardinha. Vieram dois e até eu, que me fartei de comer excelente tiramisu em Roma, quinze dias antes, aplaudi de pé (figurativamente, já se sabe, que ainda não perdi a tramontana).

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Dispensámos ambas o café, porque somos aceleradinhas que chegue, e partimos para as contas: não chegou a 16€ o repasto, que acompanhámos com finos, o que nos pareceu justíssimo e quase barato para o bem que aquilo nos soube. Ficámos a saber (e a ver, já que as garrafas atrás do balcão não enganam) que se trata de um estaminé onde o gin é rei e que, na happy hour (entre as 16h e as 20h), o segundo gin fica por metade do preço – o que é perfeito para um par de gente.

Guardámos tudo na prateleira das memórias boas e palpita-me que voltaremos brevemente, para mais uma rodada de bons apetites.

Zázá

Morada: Rua de Ramalho Ortigão 43, Porto
Telefone: 222 085 091
Horário: Dom a Qui – 12h00 às 23h00 | Sex e Sáb – 12h00 às 02h00
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