É verdade, parece que andamos numa demanda interminável e não descansaremos enquanto não escrevermos sobre todos os locais onde se pode comer sushi, aqui pela Invicta. Em rigor, não se trata de epopeia oficial mas tão só de um gosto especial pela iguaria japonesa, o que nos faz comer coisas muitos boas e outras que nem por isso – para os mais impacientes, adiantamos desde já que o Sushi & Douro se integra no primeiro dos grupos, pelo que me dá um prazer especial redigir esta posta. (Acreditem que não há gozo algum em comer mal, do nosso lado: seria um prazer podermos dizer bem de todos os restaurantes que visitamos.)

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Descobri este estaminé porque, aqui há tempos tive de ir à estação dos correios ao pé do meu local de trabalho e, porque não tinha muito tempo, levei o carro da praça do Império (a rotunda ao fundo da Marechal Gomes da Costa, do lado da Foz) até à segunda linha de praia, onde estão os sortudos dos CTT: estacionei o carro em rua próxima, mesmo à papo-seco (era coisa rápida, juro) e, quando se tratou de regressar à base, tive de passar pela artéria onde está o Sushi & Douro, de que só ouvira falar no Facebook – ora não foi tarde nem cedo: desafiei dois dos meus compinchas das  carapauzadas ao almoço (a RV e o TD) e lá fomos, numa sexta-feira de sol, em que não estávamos folgados de tempo, mas sempre daria para a prova.

Tendo sido a primeira a chegar, tive tempo para apreciar o espaço, que é airoso e contemporâneo, com apontamentos que remetem para as duas raízes que alicerçam a cozinha deste estaminé, da responsabilidade do Chef Paulo Lima: por um lado, naturalmente o sushi e, por outro, os sabores do Norte de Portugal. As mesas são espaçosas e estão sensatamente separadas umas das outras, a música recebe muitos pontos positivos e a luz é simpática e acolhedora, mesmo à hora de almoço – de resto, a localização do restaurante é, por si só, um ponto positivo, que a luz da Foz do Douro é sempre lindíssima (luz incluída).

Uma vez sentado o trio, numa mesa que havia sido previamente reservada, houve ali um momento breve em que ficámos com dúvidas quanto à afabilidade do serviço – mas, felizmente, o que quer que tenha sido, foi impressão nossa: depois de nos facultar as ementas (variadas e bem parecidas, de tal modo que me apeteceu regressar, para degustar a vertente duriense da chafarica), o funcionário que fez o favor de os acompanhar a refeição deu-nos conta das versões de menus de almoço de sushi disponíveis (de 12 e 16 peças, respectivamente), sendo que optámos pelo mais generoso, que incluía, para além do sushi e sashimi, uma entrada (a escolher entre sopa Misu e mini-crepes de legumes), a bebida e o café.

Escolhidas as entradas e as bebidas, rapidamente nos chegaram à mesa e quer a sopa quer os crepes (dois por pessoa), sendo que ambos satisfizeram. Pouco tempo decorreu, também, entre o fim das entradas e a chegada dos pratos de sushi, confecionados ali mesmo, ao balcão, pelo Chef: tratando-se de peças básicas, como devem ser as de menus de almoço, uma vez que se trata de ir ao encontro do gosto de um público menos arrojado, estavam bem-feitas, a diversidade era equilibrada e os sabores muitíssimo agradáveis, pelo que no fim das 16 peças estávamos satisfeitos (que não cheios, já se sabe – mas tratava-se da hora do almoço, pelo que era lógico que assim fosse). Qual não foi o nosso espanto quando, já de pauzinhos arrumados, recebemos aquilo que simpaticamente foi designado por “um miminho do chefe” (uma oferta obviamente não incluída no menu que escolhêramos): mais seis peças, que consistiam em salmão e atum envolvidos em pepino, com cebolinho e dois molhos absolutamente inesperados e originais (o mais escuro tinha, éramos capazes de apostar, café – não sei se perdemos, mas os sabores compensar-nos-iam da derrota). O gesto foi muito atencioso e simpático e serviu para que percebêssemos que há ali espaço para muita criatividade – o que me fez ter vontade de voltar ao jantar, altura em que há festival, a 17,50€: quer-me parecer que irei apreciar sobremaneira.

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E quando julgávamos que as surpresas boas tinham acabado, eis quando, decididos a dividir uma sobremesa por três (bem sei que nem parece de Carapau, mas tinha tanto que fazer de tarde que alinhei na sensatez) e escolhido que foi o Tiramisu com Líchia Oriental e Frutos Silvestres, tivemos novo momento de estupefação (em bom). Quem visita tanto estaminé não é facilmente surpreendido mas nós fomos: o tiramisu, servido em copo e decorado com bocadinhos de chocolate, hortelã e açúcar em pó, sabia bem a líchias, estava no ponto certo de doçura (a quase neutralidade do creme contrastava com o doce do chocolate e dos palitos de La Reine embebidos) e palpita-me que, se tivessem vindo duas doses (o TD não apreciou), eu e a RV ter-lhes-íamos feitos a folha com igual fulgor e satisfação.

No fim, 15€ a cada um (as sobremesas não estão incluídas no menu) e a certeza de que ter um espaço proporcionador de tão bons apetites a dois passos do trabalho será um imenso perigo – tanto mais que fiquei de olho no festival de sushi noturno e das carnes nortenhas a qualquer hora.

Sushi & Douro

Morada: Rua da Fonte Luz 217, Porto
Telefone: 224 919 158 | 917 414 452
Horário: Ter a Sáb – 12h00 às 02h00 | Dom – 19h30 às 02h00
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