Restaurante O Maioral | As sardinhas

Peixe e Marisco

O Maioral e um cheirinho a férias de verão

20 Jul , 2012   Galeria

Os Carapaus estavam indecisos entre dois restaurantes para visitar esta semana mas a escolha deu-se pelo menos badalado, o Restaurante O Maioral, em Angeiras, recomendado pela SPC, em quem confiamos nestas matérias do bem comer.

Como já é habitual, fez-se a reserva de mesa, desta vez para as 20h30 e na esplanada, porque se esperava um dia quente e um fim de tarde agradável. Ainda bem que o fizemos pois o estaminé estava com lotação esgotada e, quando chegámos, havia mesmo fila de espera! O restaurante fica numa perpendicular ao mar, logo na primeira linha, perto do parque de campismo. Tudo fazia lembrar o Verão e os jantares ao fim da tarde, em férias de Verão. As ruas, apesar de não estarem repletas de gente, apresentavam aglomerados de pessoas junto aos restaurantes, pelo menos naquela ruela onde nos encontrávamos.

Para forrar os estômagos e depois de darmos umas trincas nuns pedaços de broa e degustado umas azeitonas retalhadas bem temperadas que nos aguardavam na mesa, pedimos saladinhas de polvo e amêijoas. As entradas agradaram, na generalidade, a todos os convivas. O polvo poderia estar mais avinagrado e não era tão tenro como outros que havíamos experimentado. As ameijoas dividiram as opiniões: para uns o molho tinha demasiada gordura mas para outros o molho estava muito bom, com gordura e alho q.b.. Relativamente à qualidade das amêijoas nada de especial a assinalar, tratava-se de bons exemplares.

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Restaurante O Maioral | As ameijoas

As ameijoas

Como prato principal, pediu-se sardinhas para dois, carapaus, uma dose de polvo à Maioral, dourada grelhada, espetada de lulas, chocos com tinta grelhados e peixe-espada preto grelhado. Como acompanhamento, seria servida batata cozida, batata a murro (a pedido da AA e do ZM) e saladas mistas. Destaque para o aspecto da batata a murro que, apesar de estar temperada com muito alho, era demasiado grande e deveria ter levado um murro mais bem dado. Realço a qualidade da salada e do seu tempero. O tomate era superior mas o todo poderia ser servido com um pouco menos de cebola, segundo o AV. Quanto aos peixes, o CT, a SPC e o ZM (que teve de alterar o seu pedido pois os carapaus haviam esgotado) foram nas sardinhas e ficaram satisfeitos. A AB, que havia escolhido peixe espada preto, não lhe fez referência especial. A espetada de lulas estava boa, contudo, o molusco poderia estar mais bem limpo, a AA encontrou uns restos da parte rígida da lula que se costuma tirar. Os chocos com tinta estavam deliciosos, na opinião da MA e da AA que mais tarde se virou a um resto que tinha sobrado e com que surpreendentemente se deliciou (por já ter experimentado e não ser um petisco do seu agrado). A dose de polvo à Maioral, escolhida pelo AV, consistia numas pernas de polvo levadas ao forno regadas com uma bela quantidade de azeite e alho, onde a poupança não condiciona o prato; satisfez, apesar de não ser um exemplar extremamente tenro. A dourada não merece especial atenção até porque me esqueci de pedir para a grelharem inteira e ela foi assada escalada (aberta pela espinha principal) como é habitual nos restaurantes a Norte, e de acordo com a minha experiência também a Sul. Na minha opinião, o peixe escalado fica mais salgado, uma vez que o sal é aplicado directamente na carne e não absorvido pela pele, e mais seco pois normalmente acaba por estar tempo a mais na grelha.

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 O jantar foi acompanhado pela música de um pequeno rancho que nitidamente se exibia por gosto e não pelos trocados que tentam angariar no final do espectáculo. Infelizmente as músicas soavam todas ao mesmo e, depois de uns minutos, muitos ansiavam que dessem por terminada a cantoria. Mas a coisa durou e no final ainda deram um pezinho de dança. E se chegámos a sentir algum alívio quando se deu por terminada a performance do rancho, eis que demos pela presença de um senhor da mesa ao lado, a tocar cavaquinho e a ensaiar umas frases em tom de cantiga.

Restaurante O Maioral

O leite creme queimado

Num ambiente já bem mais sossegado, pedimos as sobremesas. Das hipóteses, que nos foram ditadas pela empregada, uma vez que a lista se encontrava na enorme mesa ao nosso lado (leite creme queimado, mousse de chocolate, pudim, gelatina, tarte de côco, e semi-frio [talvez me esteja aqui a escapar uma ou duas opções]) escolhemos duas tartes de côco, um pudim, uma mousse de chocolate (para quem terá sido?) e um leite creme queimado. As tartes desiludiram quem as escolheu no entanto foram apreciadas pelo AV e pela AA que ainda lhes deitaram o dente. Consistia numa base tipo pudim, com sabor intenso a ovos, coberto com uma pasta de côco. Uma combinação demasiado doce para o meu palato. O leite creme foi salvo pela película de açúcar, a mousse não satisfez o expert nesta matéria, contrariamente ao pudim que agradou a MA.

Cafés e uma conta que não surpreendeu, traduzindo-se em dezoito euros por cabeça, mais uns trocos para a gorjeta que costumamos deixar.

 Et voilá, mais uma posta.

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Raquel Varela

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