Panca | Cevicheria e Pisco Bar | Porto | Carapaus de Comida

Cozinha Internacional

Panca | Cevicheria e Pisco Bar | Porto

27 Out , 2017   Galeria

Já aqui tinha revelado a minha vontade de ir ao anunciado novo Panca (o original aconteceu no Parque da Cidade, e sempre foi dito como sendo sazonal), que o Chef Camilo Jaña abriu, já sem Ruy Leão mas com a mão de mestre de Vasco Mourão, responsável por tão bons estaminés na Invicta (para os mais distraídos: Cafeína, Terra, Casa Vasco e Portarossa). Reunidas as condições necessários (a saber: disponibilidade minha e da RV), lá fomos, numa noite chuvosa de Verão, com reserva de mesa prévia, que eu nunca brinco em serviço com estas coisas.

O Panca fica na Sá de Noronha, onde, nos últimos anos, têm aberto tantos espaços de restauração, e é um espaço de bom gosto, bem decorado e com um ambiente animado e convidativo; também tem meia dúzia de mesas cá fora, onde, mesmo num dia de chuva tola, dá para comer, porque são cobertas com guarda-sóis (sol e outras maleitas) dos resistentes. Lá dentro, uma primeira constatação: como é comum em restaurantes de inspiração sul-americana, a música está um nadinha alta de mais. E isto, per se, é só um apontamento – mas a verdade é que, quando a música está um bocadinho alta, num restaurante cheio, toda a gente começa a falar mais alto, o que acaba por desaguar numa barulheira que chega a incomodar, porque se não nos juntarmos à gritaria, mal conseguimos ouvir a vizinha da frente.

Ficámos sentadas numa mesa pouco simpática, porque imediatamente junta ao degrau que separa a parte de baixo da de cima – o que significa que o serviço para todo o restaurante passava por mim em particular, que estava de costas para o “corredor”.

Foi-nos trazida a ementa, que é composta por três tipos de empanadas, quatro de ceviches, quatro de grelhados na brasa, uma salada, um hambúrguer e quatro “diversos”, para além das sobremesas. Optámos, como é costume, por pedir coisas várias para partilhar: quisemos uma Maçaroca de Milho na Brasa com Manteiga de Miso, um ceviche Peixeirada e as Empanadas de Chili com Carne.

Entretanto, foi-nos trazido o couvert, que foi coisa que me dececionou bastante. Num baldezinho vinham os hidratos : a broa era boa (mas só tinha dois pedacinhos mínimos), os nachos (apenas dois. DOIS!) eram ofensivos de maus, moles e desenxabidos, e os restantes (creio que seriam os chips de banana, mas não posso jurar, porque a funcionária que nos calhou em sorte, ao contrário da da mesa do lado, não nos explicou nada) até bastantes simpáticos, pelo que tivemos de pedir mais, porque também só vinham dois. Para acompanhar, havia uma espécie de paté de frango, que achei absolutamente banal, e uma maionese picante que não deslumbra de todo.

Depois, começaram a chegar os pratos pedidos: a maçaroca tem uma apresentação genial e vem com uma faca espetada, o que nos agradou, já que queríamos parti-la a meio. Quando perguntámos ao empregado (agora outro) como devíamos fazê-lo, ele não sabia – e foi perguntar, o que me parece lindamente; o pior foi a resposta: “diz que têm de o fazer na vertical” – e foi embora. Depois de nos debatermos com a indignação pela falta de cuidado e com a própria maçaroca, que não dava sinal de querer partir, chamámo-lo e pedimos que o fizesse ele: acabou por parti-la em dois troços, de modo algo atabalhoado – mas que acabou por funcionar, vá. O sabor compensou o dislate: barrada com a manteiga de miso, a maçaroca de milho na brasa é mesmo muito boa.

Já o ceviche estava bom, como se esperava: o Peixeirada (que também permaneceu no Lucha Libre) tem leva peixe branco, batata doce, chulpi (um tipo de milho dos Andes), abacate e um marcante sabor a lima. Finalmente, as Empanadas acabaram por ser a estrela (inesperada, para mim) da companhia: a massa tenra estava sublime e o recheio de carne e feijão era mesmo muito saboroso.

Não podíamos vir embora sem experimentar as sobremesas, e da hipótese de dividirmos uma, depressa ficámos na certeza de mandar vir duas, para partilhar: a RV quis provar a I ❤️ Lima e Matcha (que não trazia qualquer descrição adicional) e eu a Mousse de Chocolate, Paçoca Toffee e Gelado de Amendoim. E permitam-me que vos diga que, de forma inesperada, foram as sobremesas que mais brilharam no Panca: a de mousse está muito bem conseguida, aconselho-a vivamente, mas a de Lima e Matcha, uma coisa dos deuses com suspiros, uma base de leite condensado e sorvete de lima, é uma combinação que nunca esquecerei e a que quererei regressar.

Mais uma vez, as sobremesas não nos foram apresentadas, como não o foram os demais pratos – e esse cuidado parece-me fundamental em geral, mas mais ainda quando se trata de um estaminé de cozinha internacional. O serviço foi, de resto, o que menos me agradou no Panca, a par com o barulho excessivo – não porque fosse deseducado (de todo!) mas porque me pareceu pouco preparado e, também, pouco conhecedor da ementa e suas caraterísticas.

No final, pagámos 21€ por pessoa, o que me pareceu justo para o espaço e para o que comemos.

Panca | Cevicheria e Pisco Bar | Porto
4.1 Carapaus
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Positivos
  • As empanadas
  • As sobremesas
  • Negativos
  • Serviço desatento
  • Os nachos
  • Resumo
    Herdeiro do Panca original (no Parque da Cidade), o novo estaminé da baixa devolve-nos os sabores sul-americanos, num espaço cheio de cor e pinta.
    Serviço3.5
    Comida4.5
    Preço/Qualidade4.5
    Espaço4
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    Panca | Cevicheria e Pisco Bar | Porto

    Morada: Largo São Domingos, 84
    Localidade: Porto

    Telefone: 222 033 144
    Horário: Seg a Dom – 12:00 às 01:00
    Aceitam reservas? Sim

    Data da Visita: 28 de Agosto de 2017
    No Zomato
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    Ana Andrade

    Ana Andrade

    Agridoce, de tempero forte e gargalhada salgada.
    Ana Andrade

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