Restaurante O Malheiro

Comida Portuguesa

A da Batalha n’O Malheiro

27 Mar , 2012   Galeria

A ocasião não poderia ser melhor: o primeiro aniversário da IG. Domingo à noite, o que aconselhava alguma moderação visto estar a nova semana à porta; grupo de gente que gosta (e sabe) comer, beber e divertir-se. Um restaurante com reputação de servir do muito e do bom. Estavam reunidas (e estiveram) as condições para uma incursão muito bem sucedida.

Tenho para mim que estaminé que receba figuras de destaque do desporto, asseguram à partida dois valores: boa comida e bom atendimento. O Restaurante O Malheiro não foi excepção à regra. Estava na sala a equipa de futebol profissional do CD Nacional, da Madeira, depois de vitória farta, um pouco mais a sul, em Aveiro. Saíram de lá bem recompensados. Eles e nós…

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Guardaram-nos um canto da sala, que nos concedia alguma privacidade, e garantia alguma tranquilidade a quem se decidiu pelo Restaurante O Malheiro naquele Domingo à noite. A sala é larga, acolhedora, forrada a garrafas de vinho, apropriada para jantares a dois ou grandes grupos. A possibilidade de se ver a cozinha e o que por lá se passa, indica que aqui não há nada a esconder: o que ali é feito, é feito com qualidade. E nota-se bem na hora de comer.

O festim e festival de boa comida começavam. Diante de nós iam poisando cestos de pão, pratos com presunto e outros com punheta de bacalhau deliciosa. A velocidade com que as primeiras “vítimas” foram feitas no campo de batalha (leia-se, mesa), só é comparável à rapidez com que chegaram reforços. Adivinhava-se uma guerra sem tréguas. Fomos cercados por taças de azeitonas bem temperadas (asseguram-me, já que não é coisa que me aqueça o bucho); travessas com bolinhos e pataniscas de bacalhau, croquetes e rissóis de carne, todos bem feitos, saborosos e sem óleos; tábuas com chouriça de sangue, acabadinha de fazer.

À esquerda, à direita, ao centro, jaziam pratos de comida vazios. As nossas hostes já davam sinais de algum cansaço mas continuavam moralizadas. Sem tréguas, já disse! Começava a terceira fase daquele ataque concertado: do mar chegaram travessas ainda maiores, desta feita com sapateiras e guarnições de camarões médios, bem frescos. O recheio da sapateira era bem temperado e, por isso, bastante saboroso.

Restaurante O Malheiro | O Bacalhau e o Polvo

O Bacalhau e o Polvo

Sobrevivemos a mais uma vaga. Houve alguma calmaria, daquelas que causam ansiedade e desconfiança. Aproveitámos para relaxar um pouco e alguns aproveitaram para se retirar do campo de batalha temporariamente. Quando voltámos, as nossas forças já tinham sido surpreendidas por nova carga. Sem clemência, aterraram bem no meio da mesa, assadeiras em barro, plenas de bacalhau, polvo, batata a murro, tudo acabado de sair do forno, directamente para o calor da batalha. Depressa ganhámos vantagem sobre os nossos (dignos, diga-se) adversários e preparámo-nos para uma nova onda de violencia (gastronómica). Quase sem tempo para respirarmos, vimo-nos a ter que dar conta dumas doses de costela mendinha, guardadas por batatas bem assadas e tostadas, arroz branco e, para nossa surpresa, ainda alguns pratos de feijoada, bem apurada. Devo dizer que foi difícil sobreviver ao sufoco. A nossa malta sentia já os efeitos da batalha e dava mostras de querer recuar. Recuar sim, render não!

A última fase não se adivinhava nada fácil. Recolhidos os ossos e outros sinais da fase anterior, explodiram diante de nós algumas bombas (calóricas, esclareça-se): pudim molotof, leite creme queimado na hora, maçãs assadas, pratinhos com natas, rabanadas e mini-magnuns e, para dar colorido à ocasião, fruta da época laminada. Gostava de vos poder dizer que provei de tudo, mas estaria a mentir.  Desta feita dividimos os esforços entre as nossas tropas e cada um atacou o que pôde.

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Em jeito de balanço, não tivemos baixas do nosso lado, embora se sintam ainda as sequelas do conflito. Também não fizemos prisioneiros!

Restaurante O Malheiro | A Costela Mendinha

A Costela Mendinha

Devo referir ainda que, para matar a sede, optámos por verde branco e tinto maduro da casa e ainda umas garrafas de Lello (branco maduro). Tenho que dizer que o verde branco não me convenceu.

O estacionamento é muito fácil, visto que o Restaurante O Malheiro fica ao lado do recinto utilizado para a feira de Pedras Rubras, bem perto do aeroporto Francisco Sá Carneiro. O preço médio, por pessoa, ronda os 25 EUR, o que, não sendo baixo, não deixará ninguém “teso que nem um Carapau”, e se se tiver em conta a quantidade e a qualidade da comida, não se discutirá, certamente, a justeza da dolorosa. O atendimento é de luxo, garanto-vos! O Restaurante O Malheiro ficou (e permanecerá) na memória!

Muito obrigado por este bocadinho.

Abreijos para todos.
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Alexandre Vicente

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Online Strategy Director at The BiZ Weavers
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