Luso Caffé

Cervejaria

Luso Caffé

21 Jan , 2015   Galeria

Carapau que é Carapau gosta de voltar a lugares onde já foi feliz – agora, quando a vida lhe troca as voltas e tem a lata de lhe apresentar a Real Hamburgueria fechada para férias (tal como demos conta lá no Facebook), num dia em que éramos capazes de tudo para fincar o dente num daqueles hambúrgueres-maravilha de que falámos na última posta, a malta não se atrapalha: depois de um par de minutos de amuo, pela imensa injustiça da situação (“problemas” primeiro-mundistas, caríssimos, apenas isso), houve que pôr pernas ao caminho, que o estacionamento estava pago por duas horas.

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Felizmente, e apesar de se tratar de um almoço tardio (à hora do lanche), pelo menos para a maioria, não foi difícil dar com um estaminé aberto: tinha impressão de ter lido algures que o Luso Caffé, na Praça Carlos Alberto, onde havia já entrado (já depois da remodelação recente, talvez de há uns quatro ou cinco anos), mas nunca para comer, serviria refeições a qualquer hora – ou entre as 7h da manhã e as 2h da madrugada, que é mais ou menos a mesma coisa. Confesso que entrei a medo, não necessariamente por mim, mas pela minha capacidade de avaliação, toldada que estava pela desilusão do almoço/lanche planeado, mas acedi à ideia de me sentar e matar a fome, que era já constrangedora.

Estará encontrada a melhor francesinha do Porto?

Estará encontrada a melhor francesinha do Porto?

A esplanada, que imaginamos simpática e convidativa num dia de Verão ou mesmo de Inverno, quando o sol lhe bate, não foi opção, numa tarde já a meio: estava um frio medonho e foi simpático entrar numa sala que, pese embora imensa (tem capacidade para 150 pessoas) e quase vazia, tinha uma temperatura agradabilíssima, que nos convidou a retirar algumas das camadas que nos cobriam. Fomos imediatamente atendidos (o que não será de estranhar, não havendo grande concorrência, mas parece ser uma das características mais aclamadas do Luso, mesmo quando cheio) e optámos por uma francesinha da casa, sem batatas nem ovo (obviamente, a escolha não foi minha, que eu não dispenso o tubérculo) e uma pizza napolitana para mim, que andava com desejos de coisa similar. A oferta é alargada e diversificada, embora não exaustiva: há três tipos de pizzas, cachorros, tostas e sandes, um par de géneros de francesinhas, saladas, sandes, gelados e crepes e até comida tradicional variada (e com bom ar).

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Em cerca de dez minutos, tínhamos as escolhas à frente, juntamente com os dois finos: a funcionária que nos atendeu teve o cuidado de perguntar se queríamos as bebidas imediatamente ou se preferíamos aguardar pelos pratos, o que foi escrupulosamente cumprido pelo colega que a rendeu (apanhámos uma mudança de turno). E, deixem-me que vos diga, quase que fiquei feliz por ter dado com o nariz na porta da Real Hamburgueria, porque o Luso, que era apenas um recurso, revelou-se uma escolha muito simpática. A pizza estava simplesmente divina, com a sua massa caseira, fina e estaladiça, um mozarela em quantidade generosa e de excelsa qualidade, cebola, bacon e azeitonas (que só pecaram por ser das verdes descaroçadas). A francesinha foi também muito apreciada: encimada por um camarão de porte respeitável e recheada com bife tenro, linguiça, fiambre e mortadela e coberta de bom queijo, surpreendeu pela positiva, bem como o molho, que pareceu a quem a deglutiu ser pouco atomatado e saber bastante a marisco (o que agradou).

Francesinha e Pizza

Francesinha e Pizza

E depois vieram as sobremesas, já que a vida estava perdida: pediu-se uma mousse de chocolate e veio um balde cheio dela, caseira e deliciosa (quem a apreciaria era o nosso especialista em mousses, o AV!); da minha parte, não resisti a uma gaufre, que pedi só com chocolate quente e chantilly, coibindo-me de atirar com o meu costumeiro “mas mesmo muito chantilly, faixabôre”. Estranhamente, ali devem ler-se pensamentos, porque o chantilly era em quantidade generosa e a gaufre era fresquíssima e bem feita, com pedaços caramelizados e coberta de bom chocolate – um encanto, portanto, rematado com dois cafezinhos, para “desmoer”.

No fim, e contas feitas, a coisa ficou a menos de 14€ por cabeça, o que nos pareceu perfeitamente razoável, tendo em consideração as nossas escolhas.

O Luso é um estabelecimento multifacetado, que resulta de um cruzamento entre os conceitos de café, pastelaria, gelataria, cervejaria e restaurante (como o seu site nos dá a apreciar) e que nos pareceu capaz de agradar em todas essas frentes, ao menos a aferir pela nossa experiência – e que bom termos ido lá parar por engano, já que nos parece sítio a que regressaremos sobretudo quando, fora de horas, nos apetecer coisas boas e andarmos pela Baixa.

E foi isto, Cardume. Bons apetites e até breve!

Luso Caffé

Morada: Praça Carlos Alberto, 92, Porto
Telefone: 222 014 030
Horário: Seg a Dom – 7h às 2h
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Ana Andrade

Ana Andrade

Agridoce, de tempero forte e gargalhada salgada.
Ana Andrade

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