Maria Bôla | Brunch | Porto

Brunch

Maria Bôla | Porto

1 Jul , 2016   Galeria

Há já vários meses que queria muito ir conhecer o Maria Bôla, desde logo porque me pelo por um brunch, depois porque adoro conhecer sítios novos e, finalmente, porque li muitas coisas boas a propósito deste estaminé, sito na Rua de Cedofeita, numa daquelas casas antigas, com pátio atrás. De resto, o espaço é a primeira coisa em que se repara – e não dá para não ficar absolutamente encantado.

Mas comecemos por onde deve ser: procedi à marcação do brunch, para as 13h de um domingo, uns dias antes – não que em algum momento o espaço estivesse cheio, mas prefiro sempre prevenir, porque se tiver de remediar fico com mau feitio. Assim, quando chegámos, e depois de descermos as escadas que nos levam da entrada ao piso da casa de banho e, depois, subirmos ao piso das refeições, foi só decidir que queríamos ficar lá dentro, em detrimento da esplanada no pátio – que deve ser extremamente convidativa em dias mais quentinhos (a Primavera andava ainda muito envergonhada, no final de Maio), mas que não chegou para nos afastar do alvo: a mesa onde estava a comida.

Claro que, antes de nos sentarmos, por uma questão de cortesia e curiosidade, tratámos de ir conhecer cada cantinho, porque no Maria Bôla há um bom gosto exímio em cada detalhe, desde o mobiliários aos pormenores decorativos (daí a quantidade absurda de fotografias tiradas, para que o nosso amado Cardume possa observar o que as palavras dificilmente descreveriam com rigor e minúcia). Lá fora, na esplanada, estava o grosso da clientela, que consistia num grupo considerável de turistas francesas e num trio de portuguesas. Dentro, só nós e um casal com um filhote, que já estavam nos “finalmente” quando chegámos.

O pessoal do Maria Bôla era, naquele dia, composto apenas por mulheres: um trio, para ser mais exata. Uma delas, com quem troquei umas impressões no final, pareceu-me ser a dona; havia uma outra miúda nova a servir e, na cozinha, uma senhora (talvez mãe?) tratava dos bons comeres.

Quando nos instalámos (e escolhemos uma das mesas mais próximas da comida mas, infelizmente, mesmo à mercê da corrente de ar que se formava graças ao facto de quer a porta da rua quer a do pátio estarem abertas), soubemos que poderíamos, para além do que a mesa do buffet nos oferecia, provar o creme do dia e escolher um dos pratos quentes à disposição. Encomendámos, pois, dois cremes de brócolos e ambos os pratos: massa com cogumelos e tarte de delícias do mar.

Depois, tratámos de dar início ao festim, que esteve longe da diversidade de outros brunches de que já aqui demos conta, mas que nem por isso desmereceu o que dele esperava. Desde logo, porque o que é servido em tudo honra o nome do estaminé, já que há bôlas variadas e para todos os gostos – a minha preferência vai, sem sombra de dúvidas, para a de cogumelos e queijo feta (que coisa tão boa, caramba) mas não houve uma só que não me tivesse agradado. Havia também vários tipos de pão, sendo que a minha preferência foi para o de girassol (delicioso), mas qualquer um dos demais merecia palmas – o requeijão e o queijo fresco com que os acompanhei eram também frescos e saborosos; o mesmo não posso dizer dos pacotinhos de manteiga Primor, que acho sensaborona. Também as compotas foram gabadíssimas, mas eu não as provei, porque não morro de amores por doces de fruta. Gostei muito, também, da granola caseira, superequilibrada e gostosa, e até dos bolos “secos”, que de secos nada tinham. Provei ainda umas bolachas que moravam dentro de um frasco e que eram “bolachas de rebuçados” (feitas com rebuçados, mesmo) – e que adorei, e delirei com a frescura e humidade dos croissants, do tipo brioche, a lembrar o que de melhor se vende na Invicta. Para beber havia água, chás, limonada de morango e sumo natural, sendo que se optou por estes últimos, que satisfizeram bastante.

Servimo-nos as vezes que nos apeteceu deste menu e, a páginas tantas, sentimos que era tempo de passarmos à próxima fase – e foi só aqui, neste hiato, que o serviço falhou: houve uns minutos valentes de espera que, a mim, como que me tiraram a fome. O que vale é que eu sou uma fácil e, na primeira troca de olhares com o creme de brócolos, o apetite voltou – e com propriedade, porque aquela sopinha era rica e muitíssimo boa (diz uma fraca apreciadora de sopas). Quanto aos pratos quentes, servidos em quantidade diminuta mas apropriada, a massa com cogumelos ganhou à tarte/quiche de delícias do mar, talvez porque eu não sou a maior das fãs daquilo a que se chama delícias – mas foi servida morna, acabadinha de fazer. Ambos os pratos vinham acompanhados de uma salada mista, muitíssimo bem temperada.

Enquanto encerrávamos a coisa com um belo de um café (não incluído no brunch), fui reparando na quantidade de presentes janotas que se podem comprar no Maria Bôla: compotas, chocolates, bombons, chás, mel, especiarias – tudo em embalagens bonitas, preparadíssimas para agradar a quem (também) come com os olhos (como dizia a minha avó).

No final, uns justos 13,60€ (com o café), para um brunch onde, quanto a mim, faltava um par de saladas e, talvez, umas frutas cortadas (vieram umas quantas, mas por partir, quando já estávamos no fim da refeição), mas de que gostei bastante e que aconselho vivamente.

Maria Bôla | Porto
4.3 Carapaus
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Positivos
  • A decoração
  • os vários tipos de bôla
  • o pão
  • a esplanada
  • Negativos
  • O estacionamento na área
  • a corrente de ar
  • ausência de saladas e frutas
  • Resumo
    Não mentirei se disser que o brunch é uma das minhas refeições preferidas: para quem odeia (com paixão) levantar-se cedo, não há como este cruzamento de pequeno-almoço com almoço para começar o dia. Ora o Maria Bôla é um dos lugares-de-que-se-fala, no Porto, pelo que não poderíamos deixar de ir conhecer.
    Serviço4
    Comida4
    Preço/Qualidade4.5
    Espaço4.5
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    Maria Bôla | Porto

    Morada: Rua de Cedofeita, 516
    Localidade: Porto

    Telefone: 223 199 294
    Horário: Ter a Sex – 10h00 às 20h00 | Sáb e Dom – 12h00 às 20h00
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    Ana Andrade

    Ana Andrade

    Agridoce, de tempero forte e gargalhada salgada.
    Ana Andrade

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