Cortada a meta da gastronomia internacional, temos o prazer de apresentar o mês dedicado à petiscada.

A escolha recaiu sobre o restaurante Museu d’Avó, localizado bem no centro do Porto, na Travessa de Cedofeita, a sugestão da AA após ter lido algumas críticas positivas a este espaço.

Ao entrar no restaurante (que do exterior passa bem despercebido) pensámos que não poderíamos ter começado melhor este novo mês temático. A contrastar com a claridade que ainda se fazia sentir na rua, demos com um espaço agradavelmente escuro, iluminado pelas velas pousadas nas mesas, recordando-me os tempos em criança, que passava em casa dos meus avós. Os objectos com que nos vamos cruzando avivam estas memórias, uma Sachs logo à entrada, uma grafonola, rádios dos anos 50, umas jarras em vidro semi-transparente texturado, até um carrinho de bebé antigo, ora vejam lá!

Museu d'Avó | A Sachs

A Sachs

A mesa tinha sido reservada previamente, pois aos carapaus juntaram-se a IP, a AC e o JC e pensamos que para 6 seria melhor não arriscar. Inicialmente havia poucas mesas ocupadas mas, a pouco e pouco, foi chegando gente e a sala compôs-se. E porque é preciso agarrar o cliente, ao comentário de um possível cliente “não sei se vamos ficar pois queremos comer barato” a resposta da empregada (que nos serviu, a nós e a todas as outras pessoas sendo a única e insuficiente empregada de mesa) “então estão no sítio certo!”

Na mesa foram servidos prontamente e sem pedido os primeiros pratinhos, pão, presunto, azeitonas e queijo ambos bem temperados, para que se inicie a petiscada enquanto decidimos que outros pratos pedir.

As nossas escolhas recaíram sobre a alheira, pimentos padron, cogumelos, amêijoas, pão e chouriço assado. Os pratos foram pedidos em dose dupla para que todos provassem cada petisco. De realçar a qualidade da alheira (com bons pedaços de carne, servida sem pele e com pouca gordura), a ternura das moelas que, apesar de não serem divinais, estavam bem condimentadas, as pataniscas (em modo grande) estaladiças, uns cogumelos a roçar o enlatado e umas amêijoas que não chegam aos calcanhares de umas belas amêijoas à bulhão pato.

Museu d'Avó | O Chouriço

O Chouriço

Enquanto alguns começavam a dar sinais de saciamento, outros ainda comiam mais qualquer coisinha. Assim, passamos a uma segunda leva onde pedimos um caldo verde e uma francesinha, para a IP e o AV respectivamente, e uns pratinhos de entrecosto, calamares e bifanas para partilhar. Soubéssemos o que nos esperava e não os teríamos pedido. A francesinha era muito pobre, recheada apenas com um tímido bife, fiambre e linguiça. Os calamares seriam, se a sensibilidade do AV não o traiu, dos congelados, o entrecosto apesar de crocante e bem passado mais parecia entremeada pois não apanhamos osso e as bifanas eram sensaboronas.

Para não fugir ao que vem sendo habitual e para regar toda a petiscada, a opção recaiu sobre a Super Bock, em modo fino (servido em copo de galão) ou caneca.

E porque não é fácil resistir a um bolo de chocolate caseiro, que nos prometem ser de 1ª categoria e húmido, lá pedimos umas quatro fatias. Note-se que para além da fruta este era a única opção. Tratava-se de facto de um bolo caseiro, no entanto, apesar de agradável era também banal e de húmido tinha muito pouco sendo até considerado por alguns demasiado maçudo.

A refeição fez-se ao som da rádio M80 com uma agradável selecção musical tornando-se apenas inconveniente na altura da publicidade.

Cafés e a conta que para petiscada não foi meiga. Feitas as contas, 19€ a cada um.

Na opinião dos Carapaus trata-se de um restaurante ideal para petiscar fora de horas, pois está aberto até às 4h de segunda a sábado e não tanto para fazer uma refeição completa.

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Raquel Varela

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